Por muitos anos, as mulheres foram proibidas de jogarem futebol no Brasil, especialmente a partir do ano de 1941, quando uma regulamentação do CND (Conselho Nacional de Desportos) depois se tornou lei e 24 anos depois, em 1965, esta mesma lei foi atualizada depois que o governo militar soube que havia mulheres que jogavam futebol no Brasil de forma clandestina em todo o país. Somente em 1979 é que esta proibição foi revogada e as mulheres passaram a poder jogar futebol, mas foi apenas em 1983 que a modalidade foi oficialmente regulamentada no Brasil e foi inclusive concedida a permissão para que fosse ensinado o futebol para as meninas na escola.

No ano de 1988, a Fifa decidiu criar um torneio experimental para o futebol feminino, que teria o nome de Women’s Invitational Tournament (Torneio Convidativo para as Mulheres), que seria realizado em junho daquele ano na China. Doze seleções participariam daquela competição, e o Brasil (que tinha a atacante Roseli e a meia-atacante Sissi como destaques da equipe) terminou em 3o lugar, depois de vencer as anfitriãs chinesas na disputa de pênaltis.
No ano seguinte da Copa do Mundo de 90, disputada pelos homens na Itália, as mulheres também passaram a ter uma Copa do Mundo oficial no futebol feminino, que foi novamente realizada na China em novembro de 91. Mas, desta vez, o Brasil (que contava com a zagueira Elane, a meia-atacante Cenira e a meia Pretinha como destaques) não teve um bom desempenho e foi eliminado na disputa entre os terceiros colocados dos grupos.
No torneio de 95, disputado em junho daquele ano na Suécia, o Brasil foi novamente eliminado na primeira fase e na Copa do Mundo de 99, realizada nos Estados Unidos, foi quando a Seleção Brasileira teve um grande desempenho, ao terminar na 3a colocação, depois de vencer a Noruega (que os homens nunca venceram) nos pênaltis naquela Copa do Mundo. Na época, as principais destaques da Seleção Brasileira eram a atacante Pretinha, a centroavante Kátia Cilene, a meia-atacante Sissi, a zagueira Cidinha e a volante Formiga.
O blogueiro gostaria de agradecer à professora universitária, educadora e geógrafa Andrea Lastoria pela sugestão do tema deste post.
Quais as formas que as meninas poderiam ser mais incentivadas a jogarem futebol no Brasil na sua opinião?

Relevante e presente este tema. Parabéns aos produtores da postagem.
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Olá Evandrão, tudo bem? No caso, seria no singular, ao produtor, hahaha
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Parabéns pelo tema, Deda. Acho que as escolas públicas são os locais naturais para mostrar que no futebol as mulheres estão com a bola e não dão prosa. Infelizmente, embora boa parte das escolas públicas tenha quadras cobertas, nota-se uma subutilização, sendo muito comum ficarem trancadas no recreio. Bola pras meninas!
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Parabéns pelo tema, muito importante abranger este tema. Digo que por experiência própria que minha escola em 1983 dizia que futebol era coisa de meninos e minha professora me obrigava a jogar vôlei ou basquete, o que não levava muito jeito. Sempre que ela saia de perto, sempre ia jogar futebol com os meninos. Foi muito bom ver as mudanças nas escolas.
Parabéns pelo apontamento deste tema!
Nanci, Ribeirão Preto/São Paulo – USP
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Interessantíssimo texto André Dutra! Parabéns! Escreveu muito bem! Confesso que não sabia dessa importantíssima resenha do futebol feminino… Certamente se deve ao efeito deletério do machismo estrutural que afeta até mesmo o inconsciente de todos nós… Emprestando o título do best seller do Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente”, na qual toda nossa sociedade retrograda e patriarcal tem que enfrentar todos os dias, caso queiramos permanecer.
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Não sabia que a PROIBIÇÃO somente tinha sido encerrada em 1979. Que loucura foi essa proibição ! O futebol é mesmo um esporte revelador ! Obrigada André, pelos informes importantes. Sobre a sua pergunta, acho que é preciso haver maior incentivo para o futebol feminino por meio das escolas, famílias, mídias, empresas de artigos esportivos, cinema etc. abraços da Andrea
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Espero que o futebol feminino continue crescendo e despertando o sentimento de que vale a pena torcer pelos clubes e pela seleção, porque a versão masculina virou apenas comércio e não me anima mais (ainda mais com os maus exemplos de atletas que ganham notoriedade). Sobre a pergunta, concordo com o Zé e a Andrea: escolas têm um importante papel. Agrego outro ponto: como muitas vezes os maiores talentos vêm de lugares menos favorecidos economicamente, pensar em investir mais não só em equipamentos mas também nas meninas (com bolsas, por exemplo), pode ser um bom caminho. Abraço, brother!!
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Excelente matéria. O futebol feminino tem melhorado muito a qualidade, o que é natural. As meninas e mulheres têm habilidade e qualidade para proporcionarem um grande espetáculo do esporte bretão. Espero que os investimentos sejam frutíferos e que possam impulsionar ainda mais.
Sim, para incentivar ainda mais precisa começar pela base. Sem dúvida. Gostaria de ver mais meninas pelos campinhos e clubes.
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