Para evitar um drama

Com a Copa do Mundo agora na fase de semifinais, os países classificados tentam evitar que as partidas cheguem até a prorrogação. A atual campeã Argentina disputou os tempos extras contra Cabo Verde e Suíça, o que deixou alguns jogadores bem desgastados.

O jogo entre Argentina e Suíça (foto: ge.globo.com) foi decidido na prorrogação, com a vitória dos argentinos

Por outro lado, as seleções da Inglaterra, França e Espanha não precisaram decidir as partidas na prorrogação e, por isso, estão mais descansadas. Mesmo que tenha evitado o tempo extra, a Inglaterra não teve uma vida fácil e precisou virar o jogo contra o Congo.

No jogo contra a Noruega, foi a vez da Inglaterra vencer na prorrogação. Com isso, os ingleses podem estar mais desgastados para o jogo contra a Argentina.

França e Espanha ainda não precisaram disputar uma prorrogação até agora, mas também possuem alguns jogadores que estiveram em campo por vários minutos na Copa do Mundo. Entre estes jogadores estão Pedri e Rodri da Espanha e o francês Olise.

Qual das duas semifinais tem mais chances de terminar no tempo extra na sua opinião?

Lá vem eles de novo!

Com mais uma grande atuação da dupla Mbappé e Démbélé, a França não tomou conhecimento da força do Marrocos e ganhou da equipe africana por 2 a 0, na partida disputada em Boston. Com o resultado, os franceses se credenciam para conquistar mais um título da Copa do Mundo.

Mbappé (foto: ge.globo.com) comemora um dos gols marcados pela França nas quartas de final contra o Marrocos

O adversário dos franceses nas semifinais será decidido na partida entre Espanha e Bélgica, que ainda jogarão as quartas de final em Los Angeles. Nos outros duelos das quartas de final, a Noruega enfrenta a Inglaterra em Miami enquanto que Suíça e Argentina jogam em Kansas City.

Os vencedores dos jogos entre noruegueses e ingleses e argentinos e suíços decidem a outra semifinal, que será realizada em Atlanta. Depois das semifinais, restarão apenas a disputa do 3o lugar e a final, que serão decididas respectivamente nas cidades de Miami (3o lugar) e Nova Jersey (final).

França e Argentina foram os países campeões das duas últimas Copas do Mundo e inclusive foram os finalistas do último Mundial, realizado em 2022 no Qatar. Com isso, existe a possibilidade de existir uma final repetida, assim como aconteceu em 86 no México, quando a Argentina ganhou da Alemanha e, quatro anos depois, em 90 na Itália, quando os alemães venceram os argentinos

Qual a chance de França e Argentina decidirem a Copa do Mundo deste ano novamente na sua opinião?

Um brasileiro no centro do jogo

E a Copa do Mundo enfim começou! E começou com um brasileiro em destaque, o árbitro Wilton Pereira Sampaio, que expulsou dois jogadores da África do Sul e um do México. No final das contas, os mexicanos venceram os sul africanos, com os Quiñones no primeiro tempo e Jiménez na segunda etapa.

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio (foto: ge.globo.com) expulsa um jogador da África do Sul no jogo contra o México, na primeira partida da Copa do Mundo deste ano

Os assistentes também brasileiros Bruno Pires e Bruno Boschilia completaram o trio, que talvez possa apitar a final da Copa do Mundo, caso a Seleção Brasileira não avance até as semifinais do torneio. Na história das Copas do Mundo, o Brasil teve Arnaldo Cezar Coelho, que apitou a vitória da Itália contra a então Alemanha Ocidental em 1982, na Espanha, e quatro anos depois, Romualdo Arppi Filho foi o árbitro da decisão entre Argentina e Alemanha Ocidental, que terminou com o segundo título dos argentinos no México em 1986.

Nas últimas Copas do Mundo, o gaúcho Carlos Eugênio Simon foi o representante da arbitragem brasileira e esteve em 2002, 2006 e 2010. Em 2014 e 2018, o árbitro brasileiro do torneio foi o mineiro radicado em Brasília Sandro Meira Ricci e em 2022, no Qatar, os nomeados pela CBF para o torneio foram o paulista Raphael Claus e o próprio goiano Wilton Pereira Sampaio.

Para a Copa do Mundo deste ano, disputada no México, Estados Unidos e Canadá, os escolhidos pela CBF foram novamente Wilton Pereira Sampaio, além de Ramón Abatti Abel e mais uma vez Raphael Claus. Como diz a sabedoria popular: todo pai sonha em ver o filho em um campo de futebol, mas toda mãe reza para que não seja como árbitro.

O blogueiro dedica este post à fisioterapeuta (e também torcedora corinthiana) Camila Almeida, que faz aniversário no dia de hoje. Parabéns Camila!

Qual a chance de um dos árbitros brasileiros apitar a final da Copa do Mundo deste ano na sua opinião?

Um duelo sul americano

Depois de vencer a Escócia e o Marrocos e perder da Noruega na primeira fase, o Brasil enfrentou o Chile nas oitavas de final da Copa do Mundo de 98, que foi realizada na França. Os chilenos se classificaram em segundo lugar, depois de empatar com a Itália, a Áustria e Camarões.

O centroavante brasileiro Ronaldo (foto: especiais.ig,com.br) disputa a bola com zagueiro Ronald Fuentes do Chile no jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 98 na França 

No jogo contra o Chile, o Brasil não demorou a abrir o placar, com o gol do volante César Sampaio, aos 11 minutos do primeiro tempo. Ele ainda iria ampliar o marcador no primeiro tempo, ao balançar as redes aos 27 minutos, para delírio da torcida brasileira em Paris.

Bem distante da França, a família Schürmann comemorava a vitória parcial em Puerto Montt, no Chile, o que deixou os próprios chilenos um pouco assustados. Esta festa iria aumentar depois que o centroavante Ronaldo, o principal atacante do Brasil, marcou o terceiro gol.

Os chilenos, que na época eram comandados pelo uruguaio Nelson Acosta, ainda marcaram um gol de consolo com o centroavante Salas. Dois minutos depois a vitória brasileira seria selada com mais um gol de Ronaldo, que garantiu a passagem da seleção para as quartas de final.

Qual o jogo do Brasil que é seu jogo mais marcante das Copas do Mundo?

Porque todo não esconde um sim

No livro ‘Os 50 maiores jogos das Copas do Mundo’, escrito pelo jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho e publicado pela editora “Panda Books’ em 2006, PVC, como o jornalista é conhecido, comenta que não se deveria perguntar ao ex-centroavante holandês Van Hooijdonk o que ele pensa a respeito do árbitro emiratense Ali Bujsaim, que foi escalado para ser o árbitro daquele jogo. Segundo PVC, ele afirma que o centroavante holandês diria que o cartão amarelo recebido foi injusto e que o pênalti nele deveria ter sido marcado.

O centroavante holandês Van Hooijdonk (foto: sporting-heroes.net) reclama com o árbitro emiratense Ali Bujsaim o cartão amarelo que recebeu depois de disputar um lance com o zagueiro brasileiro Aldair na semifinal entre Brasil e Holanda, válida pela Copa do Mundo de 1998 realizada na França

Muitos anos se passaram desde aquele jogo, mas o lance continua vivo na memória do ex-centroavante holandês. Em entrevista à revista inglesa ‘FourFourTwo’, no ano de 2016, o blogueiro teve a chance de ‘desobedecer’ a recomendação de PVC e fazer a pergunta ao próprio ex-jogador holandês sobre o cartão amarelo que Van Hooijdonk recebeu naquela partida da Copa do Mundo.

Van Hooijdonk lembrou que a Holanda deveria sim ter estado na final diante da França e que ele entrou no jogo contra o Brasil, disputado em Marselha, quando faltavam 15 minutos para o fim do segundo tempo. Depois que o centroavante Kluivert empatou a partida aos 87 minutos, Van Hooijdonk fez uma corrida em direção à área brasileira certo de que ele faria o gol de cabeça, mas, no entendimento dele, isso não aconteceu porque ele teria sido puxado pelo zagueiro Aldair.

Quando Van Hooijdonk caiu no gramado, ele imaginou que Bujsaim daria o pênalti, mas o árbitro pediu que o jogador holandês se levantasse e deu o cartão amarelo para ele por ter caído. Van Hooijdonk argumenta que tem uma foto que mostra a falta, mas, apesar disso, ainda guarda com carinho na memória o gol que ele marcou pela Holanda contra a Coreia do Sul, no jogo disputado também em Marselha, que foi válido pela fase de grupos do torneio.

Quais as suas lembranças da semifinal da Copa do Mundo de 98 disputada entre Brasil e Holanda?

Um árbitro gaúcho na Copa do Mundo

Muito antes de Carlos Eugênio Simon apitar as Copas do Mundo de 2002 (Coreia do Sul e Japão), 2006 (Alemanha) e 2010 (África do Sul), outro árbitro do Rio Grande do Sul já tinha tido a experiência nos anos 90, Renato Marsiglia, que esteve presente na Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos. Para chegar ao Mundial, ele ganhou a disputa da indicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com o mineiro Márcio Rezende de Freitas, que, posteriormente, foi o indicado brasileiro para ser árbitro na Copa do Mundo de 1998, realizada na França.

O árbitro brasileiro Renato Marsiglia (foto: globoplay.globo.com) mostra o cartão amarelo para o volante holandês Wouters, no jogo diante da Bélgica, válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 1994, que foi disputado em Orlando

O primeiro jogo apitado por Renato Marsiglia na Copa do Mundo de 94 foi a partida entre Bélgica e Holanda (Países Baixos), disputado na cidade de Orlando, durante a primeira fase do torneio. Embora tenha sido duramente criticado pelos jogadores dos dois países, especialmente pelo cartão amarelo que deu ao volante holandês Wouters nos primeiros minutos de jogo, Marsiglia minimizou as críticas ao dizer que não entendia holandês ou francês.

Mesmo com essas críticas, o então árbitro gaúcho foi mais uma vez escalado pela Fifa para apitar uma partida daquela Copa do Mundo. O jogo em questão que Marsiglia iria apitar seria entre Suécia e Arábia Saudita, marcado para ser disputado em Dallas, e que era válido pelas oitavas de final do torneio. Diferentemente da primeira partida em que apitou, desta vez, o árbitro gaúcho não teve maiores críticas das duas seleções, inclusive teve um episódio inusitado em que conversou com os capitães das duas seleções em português, porque o sueco Thern atuava naquela época pelo Benfica de Portugal e o saudita Al-Jawad era então casado com uma brasileira de Minas Gerais.

Essa experiência de Marsiglia na Copa do Mundo de 94 o levou a escrever o livro ‘Por dentro da Copa’, publicado pela editora ‘Tchê’, em que ele narra os segredos e vivências que teve durante o torneio disputado nos Estados Unidos. O árbitro brasileiro a ser escolhido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para a disputa da Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre os meses de junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá, deve ter o nome divulgado pela CBF nos primeiros meses do ano em que o Mundial será disputado. Depois disso, os representantes brasileiros de arbitragem devem passar pelos testes físicos e os treinamentos técnicos obrigatórios que são realizados antes do início do torneio.

Qual deveria ser o árbitro brasileiro que representaria o país na Copa do Mundo de 2026 na sua opinião?

E as guerreiras voltam para casa

Depois de conseguirem a segunda medalha de Prata do futebol feminino, nas Olimpíadas de Paris, as jogadoras da Seleção Brasileira feminina voltaram para o Rio de Janeiro e foram recebidas de forma discreta pelos torcedores. No desembarque, lateral-esquerda Tamires, que atua pelo Corinthians, disse que a medalha representa um orgulho muito grande porque foi conseguida com muita luta.

Lateral-esquerda Tamires (foto: ge.globo.com) da Seleção Brasileira, desembarca no Rio de Janeiro depois de disputar as Olimpíadas de Paris, em que o Brasil foi derrotado pelos EUA e ficou com a medalha de Prata

Ela ainda destacou que a nova geração que virá tem uma oportunidade gigante de conseguir resultados melhores, porque agora o futebol feminino tem mais visibilidade no Brasil e também no mundo. Tamires ainda fez questão de agradecer aos torcedores que realmente amam o futebol das jogadoras de verdade.

Outra jogadora a falar sobre a conquista foi a meia-atacante Gabi Portilho, que também defende o Corinthians, e se disse muito confiante pelo que o Brasil apresentou nas Olimpíadas de Paris neste ano. Ela ainda comentou que tem uma expectativa muito grande para a disputa da próxima Copa do Mundo, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e as cidades sede do torneio que receberão os jogos serão Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Recife, Manaus e Cuiabá.

Na disputa do terceiro lugar das Olimpíadas de Paris, a Alemanha venceu a Espanha por 1 a 0 e ficou com a medalha de Bronze. O jogo entre Brasil e Estados Unidos pela final das Olimpíadas marcou também a despedida da atacante Marta da Seleção Brasileira, aos 38 anos.

Qual a chance da Seleção Brasileira feminina conquistar a Copa do Mundo de 2027 em casa na sua opinião?

Chuva de gols

O dicionário Houaiss define o termo goleada como “uma vitória por ampla diferença de gols” (sem caracterizar ou precisar o número a ser considerado), mas a Austrália costumava levar o objetivo de marcar gols a sério, tanto que a maior goleada registrada pela Fifa aconteceu quando a seleção dos Socceroos atropelou a frágil Samoa Americana por expressivos 31 a 0, com três gols do volante Boutsianis, 13 gols do centroavante Thompson, oito gols do atacante Zdrilic, dois gols do meia Vidmar, outros dois do zagueiro Popovic, mais dois do zagueiro Colosimo e um do zagueiro De Amicis. O fato da Austrália ter um futebol profissional e competir contra as pouco expressivas seleções da Oceania levou a Fifa a decidir colocar a Seleção Australiana na eliminatória da Ásia a partir das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, em que a Austrália se classificou para o torneio que foi realizado na Alemanha e foi eliminada pela Itália nas oitavas de final.


O lateral-direito australiano Muscat (foto: dreamteamfc.com) disputa a bola no jogo contra a seleção de Samoa Americana, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2

No Brasil, a maior goleada registrada no futebol masculino aconteceu em 1909, quando o Botafogo marcou 24 a 0 no Mangueira no Campeonato Carioca daquele ano, em que o time alvinegro seria vice-campeão, ao ser derrotado pelo Fluminense. No futebol feminino, a goleada é mais recente, em 2013 o time do Vitória das Tabocas conseguiu marcar 34 a 0 no time da Polícia Militar no jogo válido pelo Campeonato Pernambucano.

Em Portugal, a maior goleada do futebol masculino ocorreu em 1971, quando o Sporting Lisboa derrotou o Mindelense (um time de Cabo Verde, que na época era colônia portuguesa) por 21 a 0 na disputa da Taça de Portugal, que depois seria vencida pelo time dos Leões da capital portuguesa ao derrotar o rival Benfica na decisão. Este recorde seria superado em 2019 quando a equipe do Benfica fez 32 gols no time do Pego, no futebol feminino.

No Campeonato Português o placar mais elástico já registrado até hoje aconteceu na vitória do Sporting Lisboa sobre o Leça em 1942, quando a equipe alviverde fez o 14 a 0 no Leça, mas o título daquela temporada ficaria com o rival Benfica. Entre os grandes clubes do país, a maior goleada aconteceu quando o Benfica aplicou 12 gols no Porto e sofreu apenas dois em 1943, e esta vitória ajudou a equipe encarnada da capital a conquistar o título nacional daquela temporada.

Qual a maior goleada que você já viu (seja no estádio ou pela televisão) até hoje?

Uma derrota que deixou marcas

Depois de ser eliminado pela França nas quartas de final da Copa do Mundo de 86 realizada no México, os torcedores brasileiros passaram a depositar esperanças em um resultado melhor na Copa de 90, que seria disputada na Itália. O capitão do Brasil naquela Copa do Mundo foi o zagueiro Ricardo Gomes e a nona colocação foi o pior resultado da Seleção Brasileira no torneio até hoje.

O meia argentino Maradona (foto: globoesporte.com) domina a bola observado pelo zagueiro brasileiro Ricardo Gomes durante o jogo entre Brasil e Argentina pela Copa do Mundo de 90 disputada na Itália

O Brasil passou para as oitavas de final como o primeiro do Grupo B (depois de vencer a Escócia, a Suécia e a Costa Rica na primeira fase), e enfrentaria a Argentina, que era a terceira colocada do Grupo A, em Turim. Este foi o terceiro jogo entre os dois países nas Copas do Mundo, depois da vitória brasileira na Copa do Mundo de 74 na Alemanha e do empate na Copa do Mundo de 78 na Argentina.

Os jogadores brasileiros mais comentados pelos torcedores naquela época eram o goleiro Taffarel, o atacante Bebeto e o centroavante Romário, sendo que os dois últimos foram reservas durante a Copa do Mundo na equipe comandada pelo técnico Sebastião Lazaroni. Quatro anos mais tarde, na Copa do Mundo de 94 disputada nos Estados Unidos, os três seriam protagonistas na equipe dirigida pelo técnico Carlos Alberto Parreira que conseguiria vencer o torneio e conquistaria o tetracampeonato.

Na Seleção Brasileira de 94 ainda estavam o lateral-direito Jorginho, o lateral-esquerdo Branco, o centroavante Müller, o meia Mazinho, o zagueiro Ricardo Rocha e especialmente o volante Dunga, que foi o principal alvo da torcida brasileira na eliminação da Copa de 90. Uma das principais críticas que os torcedores faziam era sobre o estilo ‘europeu’ da equipe, com poucos dribles e muita marcação, enquanto que entre os jogadores uma das principais lições aprendidas foi a divisão do dinheiro que seria ganho com a premiação pela conquista.

Quais as lições que a derrota de 90 trouxe para os jogadores serem bem sucedidos na Copa do Mundo seguinte na sua opinião?

Meninas (ou mulheres) vocês também podem fazer parte do jogo!

Por muitos anos, as mulheres foram proibidas de jogarem futebol no Brasil, especialmente a partir do ano de 1941, quando uma regulamentação do CND (Conselho Nacional de Desportos) depois se tornou lei e 24 anos depois, em 1965, esta mesma lei foi atualizada depois que o governo militar soube que havia mulheres que jogavam futebol no Brasil de forma clandestina em todo o país. Somente em 1979 é que esta proibição foi revogada e as mulheres passaram a poder jogar futebol, mas foi apenas em 1983 que a modalidade foi oficialmente regulamentada no Brasil e foi inclusive concedida a permissão para que fosse ensinado o futebol para as meninas na escola.

Em 2015, o cartunista Maurício de Sousa usou as personagens femininas da ‘Turma da Mônica’ (foto: Maurício de Sousa Produções/ produção exclusiva para o site globoesporte.com) para ajudar a divulgar e promover o futebol feminino no Brasil

No ano de 1988, a Fifa decidiu criar um torneio experimental para o futebol feminino, que teria o nome de Women’s Invitational Tournament (Torneio Convidativo para as Mulheres), que seria realizado em junho daquele ano na China. Doze seleções participariam daquela competição, e o Brasil (que tinha a atacante Roseli e a meia-atacante Sissi como destaques da equipe) terminou em 3o lugar, depois de vencer as anfitriãs chinesas na disputa de pênaltis.

No ano seguinte da Copa do Mundo de 90, disputada pelos homens na Itália, as mulheres também passaram a ter uma Copa do Mundo oficial no futebol feminino, que foi novamente realizada na China em novembro de 91. Mas, desta vez, o Brasil (que contava com a zagueira Elane, a meia-atacante Cenira e a meia Pretinha como destaques) não teve um bom desempenho e foi eliminado na disputa entre os terceiros colocados dos grupos.

No torneio de 95, disputado em junho daquele ano na Suécia, o Brasil foi novamente eliminado na primeira fase e na Copa do Mundo de 99, realizada nos Estados Unidos, foi quando a Seleção Brasileira teve um grande desempenho, ao terminar na 3a colocação, depois de vencer a Noruega (que os homens nunca venceram) nos pênaltis naquela Copa do Mundo. Na época, as principais destaques da Seleção Brasileira eram a atacante Pretinha, a centroavante Kátia Cilene, a meia-atacante Sissi, a zagueira Cidinha e a volante Formiga.

O blogueiro gostaria de agradecer à professora universitária, educadora e geógrafa Andrea Lastoria pela sugestão do tema deste post.

Quais as formas que as meninas poderiam ser mais incentivadas a jogarem futebol no Brasil na sua opinião?