Melhores goleiros brasileiros de todos os tempos

O cantor e compositor Gilberto Gil costuma dizer que a perfeição é uma meta a ser defendida pelo goleiro, mas ser o camisa um da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, é um feito que poucos conseguiram. Se o Brasil tem cinco estrelas, muito disso é por causa das defesas de Gylmar, Félix, Taffarel e Marcos, que ajudaram com as mãos para que os demais jogadores pudessem fazer o resultado com os pés.

Outro grande goleiro do Brasil, que não tem o devido reconhecimento que merece, é Barbosa, que foi marcado até o final da vida como um dos responsáveis pela derrota do Brasil na Copa do Mundo de 50 contra o Uruguai. Castilho, o reserva de Barbosa naquele torneio, também esteve nas Copas de 54 na Suíça (quando foi o titular) além de ser reserva de Gylmar nas Copas do Mundo de 58 na Suécia e 62 no Chile, quando o Brasil ficou com o título nas duas Copas do Mundo.

Outro reserva de Gylmar que também teve grande destaque no futebol brasileiro foi Manga, que fez parte da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 66 na Inglaterra e depois se tornou ídolo do Internacional, onde foi bicampeão brasileiro. Na Copa do Mundo de 70, realizada no México, o titular foi Félix, mas o então terceiro goleiro Leão herdaria a camisa 1 nas Copas do Mundo de 74 na Alemanha e depois em 78 na Argentina, até ser substituído por Waldir Peres, que foi o titular na Copa de 82 na Espanha e também foi reserva do próprio Leão nas Copas de 74 e 78.

Na Copa do Mundo de 86, realizada no México, o titular foi Carlos, mas Leão foi o terceiro goleiro e reserva da equipe junto com Paulo Victor. Na Copa do Mundo seguinte, disputada em 90 na Itália, o titular seria Taffarel, que manteria a posição de titular nas Copas de 94 nos Estados Unidos (quando o Brasil foi tetracampeão) e também em 98 na França, quando o Brasil foi vice-campeão, ao ser derrotado pelos anfitriões franceses, na última partida de Taffarel pela Seleção Brasileira.

Qual deste é o melhor goleiro brasileiro na sua opinião?

Ele é o alvo da vez

Depois de ser revelado pelo Iraty do Paraná, passar pelo Londrina e também pelo Paraná Clube, o lateral-esquerdo Wendell chamou a atenção do Grêmio, que o contratou quando o jogador tinha 20 anos. Com seguidas boas atuações pela equipe gaúcha, o jogador cearense não demorou muito para seguir para o futebol europeu.

O lateral-esquerdo brasileiro Wendell (foto: http://www.record.pt) chegou ao Porto, de Portugal, depois de uma ótima passagem pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha

O primeiro destino de Wendell foi o Bayer Leverkusen, da Alemanha, em que não ganhou nenhum título nos sete anos que defendeu o clube. Quando chegou o momento de deixar a equipe, o lateral-esquerdo brasileiro disse que era eternamente grato pelos mais de sete anos que atuou pelo Bayer Leverkusen e que a Alemanha o tinha acolhido de forma maravilhosa, por isso, ele levaria todos os funcionários do clube, torcedores e ex-companheiros que ele teve no coração.

Um recado definitivo de agradecimento de Wendell ao time alemão foi que ele tinha amadurecido como homem e como pessoa nos anos que defendeu o Bayer Leverkusen, onde ele deixa muitos amigos e será um eterno torcedor do clube. Com a continuação da carreira, o lateral-esquerdo brasileiro foi contratado pelo Porto, de Portugal, em 2021 e tem contrato com o time português até 2025.

Com boas atuações pela Seleção Brasileira nos amistosos contra Inglaterra e Espanha, Wendell chamou a atenção da Juventus da Itália, que deseja reforçar a posição de lateral-esquerdo da equipe, que atualmente conta apenas com o brasileiro Alex Sandro e o jovem italiano Andrea Cambiaso, de 24 anos. O desempenho do lateral-esquerdo do Porto chamou atenção do time bianconero de Turim quando estreou na vitória por 1 a 0 do Brasil no amistoso diante da Inglaterra.

Qual a chance de Wendell ser contratado pela Juventus da Itália em julho deste ano na sua opinião?

Um presente de Fernando Diniz para a torcida do Flu

Com os títulos do Campeonato Carioca e da Taça Libertadores, ambos conquistados no ano passado, e também da Recopa Sul Americana, vencida há um mês atrás, diante da LDU Quito, do Equador (que tinha derrotado a equipe Tricolor das Laranjeiras na final da Libertadores de 2008), o técnico Fernando Diniz, que completou 50 anos no dia 27 de março, deu a volta por cima, depois de uma curta passagem na função de técnico interino da Seleção Brasileira. Como retribuição pela conquista do inédito título da Libertadores, a diretoria do Fluminense assinou já no ano passado uma renovação de contrato com o técnico, e o novo contrato será válido até o final do ano que vem.

O técnico Fernando Diniz (foto: odia.ig.com.br) ajudou o Fluminense a conquistar o inédito título da Taça Libertadores, no ano passado, e a Recopa Sul Americana, no começo deste ano

Nos tempos em que era jogador, Fernando Diniz era meio-campista, e jogava muitas vezes tanto na posição de volante quanto na função de meia. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o seu próprio treinador, iria recomendar para que ele fosse apenas o segundo volante, porque, na visão dele, a função de meia normalmente é para os jogadores mais criativos que decidem o jogo, o que não era a característica dele.

Quando perguntado sobre a eterna discussão entre os técnicos que foram jogadores e aqueles que apenas se prepararam para a função, sem ter sido um jogador profissional, Diniz argumenta que teve muitos bons treinadores que não foram jogadores profissionais. Segundo ele, o maior desafio é que este técnico demonstre ter competência para fazer um bom trabalho, independente do fato de ter jogado profissionalmente ou não.

No começo da carreira de técnico, Fernando Diniz também se formou em Psicologia pela Universidade São Marcos, em São Paulo, no ano de 2012, em que o TCC dele foi sobre a importância da liderança do técnico em uma equipe de futebol. Este projeto foi feito em parceria com Leonardo Simões dos Santos, que ainda hoje se dedica ao tema da Psicologia e atualmente é um doutorando em uma universidade no Paraguai.

Quais as contribuições que o técnico Fernando Diniz pode trazer para o futebol brasileiro na sua opinião?

Quando uma estrela nasce

Enquanto muitos adolescentes de 17 anos ainda estão na fase de estudar, pensar em qual profissão seguir eventualmente no futuro, a carreira de um jogador de futebol já começa e muitos talentos despontam cada vez mais cedo, como o centroavante Endrick, que desde os 16 anos faz parte do elenco do Palmeiras e já tem projetada uma transferência para o Real Madrid da Espanha. O jovem jogador brasileiro irá se transferir para o futebol espanhol em julho deste ano, quando completar 18 anos de idade, em um processo parecido com o que o Milan da Itália fez com o centroavante Alexandre Pato, que foi revelado pelo Internacional e hoje aos 34 anos está sem clube, depois de atuar pelo São Paulo no ano passado.

O centroavante Endrick (foto: ge.globo.com) comemora o gol que marcou pela Seleção Brasileira contra a Inglaterra, no amistoso disputado entre os dois países em Londres

O jovem centroavante precisou de apenas 10 minutos em campo para marcar o gol que garantiu a vitória brasileira diante dos ingleses, sendo que o último jogo entre Brasil e Inglaterra tinha sido realizado em 2017 também em Londres, quando o Brasil empatou em 0 a 0, ainda sob o comando de Tite, que hoje comanda o Flamengo. Com as recentes eliminações em Copas do Mundo para França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Croácia, existe uma grande dificuldade da Seleção Brasileira jogar contra os países europeus em função da disputa deles na Eurocopa (realizada a cada quatro anos desde 1960) e da recém-criada Liga das Nações, que passou a ser disputada a cada dois anos, a partir de 2018.

Depois do amistoso diante da Espanha, que será disputado hoje (dia 26 de março) em Madri, o próximo jogo amistoso já marcado será diante dos Estados Unidos, no dia 12 de junho. O Brasil foi derrotado pela última vez por um país da Europa em um amistoso quando jogou contra a Suíça em Basel, e perdeu por 1 a 0, com o gol marcado contra por Daniel Alves, no primeiro compromisso depois de vencer a Copa das Confederações em 2013.

Com Vinicius Júnior do Real Madrid entre os convocados, além de Endrick, o jogo amistoso diante da Espanha será mais uma tentativa de promover um combate ao racismo que Vinicius Júnior tem sofrido seguidamente na Espanha. Este cenário de racismo eventualmente pode fazer Endrick pensar na possibilidade de jogar na badalada Premier League (1a divisão inglesa) ao invés de ir para a Espanha e disputar a La Liga (1a divisão espanhola).

Qual seria um bom time para Endrick jogar na Inglaterra na sua opinião?

Meninas (ou mulheres) vocês também podem fazer parte do jogo!

Por muitos anos, as mulheres foram proibidas de jogarem futebol no Brasil, especialmente a partir do ano de 1941, quando uma regulamentação do CND (Conselho Nacional de Desportos) depois se tornou lei e 24 anos depois, em 1965, esta mesma lei foi atualizada depois que o governo militar soube que havia mulheres que jogavam futebol no Brasil de forma clandestina em todo o país. Somente em 1979 é que esta proibição foi revogada e as mulheres passaram a poder jogar futebol, mas foi apenas em 1983 que a modalidade foi oficialmente regulamentada no Brasil e foi inclusive concedida a permissão para que fosse ensinado o futebol para as meninas na escola.

Em 2015, o cartunista Maurício de Sousa usou as personagens femininas da ‘Turma da Mônica’ (foto: Maurício de Sousa Produções/ produção exclusiva para o site globoesporte.com) para ajudar a divulgar e promover o futebol feminino no Brasil

No ano de 1988, a Fifa decidiu criar um torneio experimental para o futebol feminino, que teria o nome de Women’s Invitational Tournament (Torneio Convidativo para as Mulheres), que seria realizado em junho daquele ano na China. Doze seleções participariam daquela competição, e o Brasil (que tinha a atacante Roseli e a meia-atacante Sissi como destaques da equipe) terminou em 3o lugar, depois de vencer as anfitriãs chinesas na disputa de pênaltis.

No ano seguinte da Copa do Mundo de 90, disputada pelos homens na Itália, as mulheres também passaram a ter uma Copa do Mundo oficial no futebol feminino, que foi novamente realizada na China em novembro de 91. Mas, desta vez, o Brasil (que contava com a zagueira Elane, a meia-atacante Cenira e a meia Pretinha como destaques) não teve um bom desempenho e foi eliminado na disputa entre os terceiros colocados dos grupos.

No torneio de 95, disputado em junho daquele ano na Suécia, o Brasil foi novamente eliminado na primeira fase e na Copa do Mundo de 99, realizada nos Estados Unidos, foi quando a Seleção Brasileira teve um grande desempenho, ao terminar na 3a colocação, depois de vencer a Noruega (que os homens nunca venceram) nos pênaltis naquela Copa do Mundo. Na época, as principais destaques da Seleção Brasileira eram a atacante Pretinha, a centroavante Kátia Cilene, a meia-atacante Sissi, a zagueira Cidinha e a volante Formiga.

O blogueiro gostaria de agradecer à professora universitária, educadora e geógrafa Andrea Lastoria pela sugestão do tema deste post.

Quais as formas que as meninas poderiam ser mais incentivadas a jogarem futebol no Brasil na sua opinião?

Adversário indigesto

Bastante conhecida mundialmente pelo bacalhau, a Noruega até hoje tem sido um adversário indigesto quando joga contra o Brasil. Nos quatro jogos disputados entre os dois países até hoje, os noruegueses venceram dois e empataram nas outras duas partidas.

O lateral-esquerdo Roberto Carlos e o atacante Tore Andre Flo (foto: sportskeeda.com) disputam a bola no jogo entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo de 98 na França

O primeiro jogo disputado entre Brasil e Noruega foi um amistoso realizado em Oslo no ano de 1988, que terminou empatado em 1 a 1, com o gol norueguês marcado pelo atacante Fjortoft e o centroavante Edmar anotou o gol brasileiro. Nove anos depois, em 1997, os dois países disputaram mais um amistoso na capital norueguesa, que terminou com a vitória dos anfitriões por 4 a 2, com dois gols de Tore Andre Flo, um de Rudi e outro de Ostenstad para os noruegueses, enquanto que e Romário e Djalminha marcaram para o Brasil.

O único jogo oficial disputado entre os dois países foi na Copa do Mundo de 98, realizada na França, em que a Noruega venceu o Brasil por 2 a 1 e garantiu a segunda colocação no grupo para se classificar para a próxima fase, onde seria eliminada pela Itália já nas oitavas de final do torneio. Na ocasião, o atacante brasileiro Bebeto marcou para o Brasil, mas o atacante Flo e o meia Rekdal garantiram a vitória norueguesa em Marselha.

O último jogo entre Brasil e Noruega foi um amistoso disputado no ano de 2006 em Oslo, quando o meia Pedersen abriu o placar para os noruegueses e depois o meia Daniel Carvalho empatou o jogo para o Brasil. Neste ano, existem oito períodos disponíveis para a disputa de amistosos oficiais da Fifa (em que, em tese, todos os clubes são obrigados a liberarem os jogadores convocados pelas seleções): entre 18 e 26 de março, depois entre 2 e 10 de setembro, também entre 7 e 15 de outubro e finalmente de 11 a 19 de novembro. Entre os dias 3 e 11 de junho também é um período reservado para amistosos, mas as seleções da Europa não participarão dele, porque a Eurocopa deste ano começa a ser disputada a partir do dia 14 de junho.

Qual será o resultado do próximo jogo entre Brasil e Noruega na sua opinião?

Ele agora é que convive com l’ombra di (a sombra de) Ancelotti

Logo que foi apresentado na Seleção Brasileira, o técnico Fernando Diniz foi perguntado por um dos jornalistas presentes na entrevista coletiva se ele tinha conversado com o italiano Carlo Ancelotti sobre a primeira convocação que ele tinha feito, e se Ancelotti eventualmente teria aprovado os nomes que Diniz escolheu. De uma forma calma, o então técnico interino da Seleção Brasileira disse que conversou com o italiano somente para saber a condição física, técnica e de que forma Ancelotti usava os jogadores do Real Madrid que ele queria convocar.

Por uma série de motivos, Diniz não obteve os resultados esperados pelo presidente Ednaldo Rodrigues e deixou a Seleção Brasileira para se dedicar exclusivamente ao Fluminense, time que ele dirige desde 2022. Em seguida, a tentativa foi pelo nome de Ramon Menezes, que era o técnico das equipes da Seleção Brasileira Sub-20 e Sub-23, que é usada nos Jogos Olímpicos, apesar do Brasil não ter se classificado para as Olimpíadas de Paris neste ano.

Ramon se tornou o técnico da Seleção Brasileira Sub-20 em 2022 depois de treinar o Vitória em 2021 e assumiu também a equipe Sub-23 desde o ano passado. Em 2023 ele comandou o Brasil nas conquistas do Campeonato Sul Americano e dos Jogos Pan Americanos, ambos disputados no Chile, em que o Brasil venceu os anfitriões chilenos nos pênaltis na decisão dos Jogos Pan Americanos, mas foi eliminado por Israel nas quartas de final do Mundial Sub-20 na Argentina.

Com alguns resultados ruins no comando da Seleção Brasileira principal, Ramon deixou a função depois de três jogos, em que perdeu para Marrocos, venceu a Guiné e foi derrotado de novo por Senegal. Com o não definitivo de Ancelotti para comandar o Brasil, o presidente Ednaldo Rodrigues resolveu escolher o técnico Dorival Júnior, que treinava o São Paulo para dirigir a seleção e os dois primeiros desafios dele no comando da Seleção Brasileira serão os amistosos contra a Inglaterra em Londres (no dia 23 de março) e diante da Espanha em Madri, três dias depois. Para substituir ele o Tricolor paulista trouxe o técnico Thiago Carpini do Juventude, que escolheu Roger Machado, cujo o último tinha sido no Grêmio em 2022, antes de ser contratado pela equipe alviverde de Caxias do Sul em janeiro deste ano.

Veja os jogadores convocados por Dorival Júnior para os amistosos contra a Espanha e a Inglaterra (retirado do site globoesporte.com):

Goleiros: Bento (Athletico Paranaense), Léo Jardim (Vasco)* e Rafael (São Paulo)*;

Laterais: Danilo (Juventus-ITA), Yan Couto (Girona-ESP), Ayrton Lucas (Flamengo) e Wendell (Porto-POR);

Zagueiros: Beraldo (PSG-FRA)*, Bremer (Juventus-ITA), Fabrício Bruno (Flamengo)* e Murilo (Palmeiras)*;

Volantes: André (Fluminense), Andreas Pereira (Fulham-ING) e Bruno Guimarães (Newcastle-ING)

Meias: Douglas Luiz (Aston Villa-ING), João Gomes (Wolverhampton-ING), Lucas Paquetá (West Ham-ING) e Pablo Maia (São Paulo)*;

Atacantes: Endrick (Palmeiras), Galeno (Porto-POR)*, Raphinha (Barcelona-ESP), Richarlison (Tottenham-ING), Pepê (Porto-POR)*, Rodrygo (Real Madrid-ESP), Savinho (Girona-ESP)* e Vini Jr (Real Madrid-ESP).

* Jogadores com asteriscos foram convocados pela primeira vez para seleção

Quais dos jogadores convocados formariam o seu time titular?

Quase duas semanas depois, o Brasil volta a jogar contra a Suécia

Na Copa do Mundo de 94 o Brasil voltou a jogar contra a Suécia (adversária da primeira fase) na semifinal. Na primeira fase houve um empate de 1 a 1 com o gol de Romário para o Brasil e Kennet Andersson para os suecos na partida disputada no estádio de grama sintética em Detroit. Quase duas semanas depois, as duas seleções voltariam a se enfrentar, desta vez pela semifinal da Copa do Mundo, que seria jogada em Pasadena, uma cidade nos arredores de Los Angeles. Somente uma das duas seleções poderia avançar para a final.

O centroavante brasileiro Romário (foto: http://www.conmebol.com) salta para marcar o gol da vitória contra a Suécia na semifinal da Copa do Mundo de 94

No primeiro tempo, aos três minutos, o Brasil teve a primeira chance de abrir o placar quando Romário chutou de fora da área e o goleiro sueco Ravelli defendeu com um soco. Aos 26min, Romário teve uma nova tentativa de marcar quando driblou Ravelli e chutou para o gol, mas o zagueiro Patrik Andersson cortou a bola em cima da linha. No rebote, dentro da pequena área, o meia Mazinho chutou para fora, à esquerda do gol vazio. Quatro minutos depois, aos 31 minutos, Romário não conseguiu driblar o goleiro dentro da área e chutou para fora.

No intervalo, o então técnico Carlos Alberto Parreira tirou o meia Mazinho para colocar o meia Raí, que tinha entrado no jogo anterior contra a Holanda, no jogo pelas quartas de final. O então meia, que atuava pelo PSG da França na época, foi o capitão brasileiro nos três jogos da primeira fase e não atuou nas oitavas de final contra os EUA.


No segundo tempo, aos nove minutos, o meia Zinho acertou um chute longo de fora da área, que obrigou o goleiro Ravelli a fazer uma defesa espetacular, quando espalmou a bola por cima do travessão. Aos 18min, o zagueiro sueco Thern foi expulso depois de cometer falta violenta no volante Dunga, quando acertou o tornozelo direito do jogador brasileiro. O Brasil aumentou a pressão no ataque, com Raí mais próximo de Bebeto e Romário, mas o grande número de chances perdidas pelo ataque brasileiro começou a irritar o time, especialmente os lances de Romário, Mauro Silva e Dunga.

Depois de vários cruzamentos que atravessaram a área ou foram rebatidos pelos zagueiros suecos, o lateral-direito Jorginho avançou até a área sueca e fez um cruzamento ‘despretensioso’ por cima dos dois zagueiros suecos. Raí estava na primeira trave e Romário ficou posicionado na segunda trave, a bola atravessou a área e Raí quase pegou ela (o então meia ribeirão-pretano disse que esperava fazer o gol para ter uma chance de disputar a final), mas Romário conseguiu pular mais alto que os zagueiros suecos (o então volante Dunga disse que Romário tinha uma impulsão de goleiro) e marcou o gol que garantiu a vitória do Brasil, aos 80 minutos de jogo. O Brasil estava na final da Copa depois de 24 anos.

Quais as suas lembranças do jogo da semifinal entre Brasil e Suécia pela Copa do Mundo de 94?