E a bola está com ele agora

Depois de vencer sem convencer no jogo diante do Equador, disputado em Curitiba, o Brasil foi derrotado pelo Paraguai em Assunção. Depois da partida, o técnico Dorival Júnior admitiu que o Brasil foi inoperante no primeiro tempo, e isso piorou depois do gol marcado pelo Paraguai.

Técnico Dorival Júnior (foto: Portal Terra) terá bastante trabalho para os próximos jogos da Seleção Brasileira depois da derrota diante do Paraguai, no jogo válido pelas Eliminatórias

Mesmo com a derrota, o técnico Dorival Júnior viu alguns pontos positivos, entre eles, o posicionamento dos jogadores, a postura deles em campo, a posse de bola e a troca de passes em velocidade. Dorival Júnior ainda comentou que falta ao Brasil ter mais infiltrações na área adversária para que os ataques sejam mais incisivos e diretos.

Dorival Júnior ainda afirmou que não coloca a culpa nos jogadores pela atuação ruim e que todos devem trabalhar mais para chegar melhor para os próximos jogos que a Seleção Brasileira vai disputar. Especificamente sobre Neymar, o técnico da Seleção Brasileira disse que esperará o jogador primeiro voltar a atuar pelo Al Hilal da Arábia Saudita, e depois esperar que o time saudita passe as informações para a Seleção Brasileira.

O Brasil volta a campo nas Eliminatórias no dia 10 de outubro, na partida que será disputada contra o Chile, em Santiago. Cinco dias depois, no dia 15, o adversário será o Peru, no Mané Garrincha, em Brasília.

Quais jogadores deveriam fazer parte da lista de convocados para os jogos da Seleção Brasileira em outubro na sua opinião?

Um raio para fazer o Brasil voltar a brilhar!

Muitos torcedores pensam que a Seleção Brasileira tem sempre a obrigação de estar entre as primeiras colocadas nas Eliminatórias sul americanas, mas, do outro lado, os demais países da América do Sul também evoluíram. Essa evolução dos demais países sul americanos pode ser notada na dificuldade em que o Brasil teve ao vencer o Equador por 1 a 0, na partida disputada em Curitiba, com o gol marcado pelo atacante Rodrygo, que joga no Real Madrid.

O atacante Rodrygo (foto: ge.globo.com) comemora o gol marcado que garantiu a vitória do Brasil diante do Equador, no jogo disputado em Curitiba, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo

Com os três pontos desta vitória garantidos, a Seleção Brasileira volta a ter um pouco de calma para pensar no próximo jogo, que será diante do Paraguai, a ser realizado em Assunção, capital paraguaia. Enquanto o Brasil venceu nesta rodada, o Paraguai conseguiu um empate difícil contra o Uruguai em Montevidéu.

Comandado pelo argentino Gustavo Alfaro, o Paraguai conta com o talento dos zagueiros Gustavo Gómez do Palmeiras e Junior Alonso do Krasnodar da Rússia, que se tornou ídolo do Atlético Mineiro na passagem dele pelo Brasil. Outros destaques da equipe paraguaia são o volante Villasanti do Grêmio, o meia-atacante Almirón do Newcastle da Inglaterra, o atacante Sanabria do Torino da Itália e o veterano centroavante Óscar Cardozo, do Libertad do Paraguai.

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, disputada no Qatar, o Brasil venceu o Paraguai por 2 a 0 em Assunção, com os gols de Neymar e Lucas Paquetá e depois por 4 a 0, com os gols marcados por Raphinha, Philippe Coutinho, Antony e Rodrygo, na partida que foi realizada em Belo Horizonte. O próximo jogo entre Brasil e Paraguai em Assunção está marcado para o dia 10 de setembro.

Quais lições que o Brasil pode tirar da vitória diante do Equador para o jogo contra o Paraguai na sua opinião?

Porque todo não esconde um sim

No livro ‘Os 50 maiores jogos das Copas do Mundo’, escrito pelo jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho e publicado pela editora “Panda Books’ em 2006, PVC, como o jornalista é conhecido, comenta que não se deveria perguntar ao ex-centroavante holandês Van Hooijdonk o que ele pensa a respeito do árbitro emiratense Ali Bujsaim, que foi escalado para ser o árbitro daquele jogo. Segundo PVC, ele afirma que o centroavante holandês diria que o cartão amarelo recebido foi injusto e que o pênalti nele deveria ter sido marcado.

O centroavante holandês Van Hooijdonk (foto: sporting-heroes.net) reclama com o árbitro emiratense Ali Bujsaim o cartão amarelo que recebeu depois de disputar um lance com o zagueiro brasileiro Aldair na semifinal entre Brasil e Holanda, válida pela Copa do Mundo de 1998 realizada na França

Muitos anos se passaram desde aquele jogo, mas o lance continua vivo na memória do ex-centroavante holandês. Em entrevista à revista inglesa ‘FourFourTwo’, no ano de 2016, o blogueiro teve a chance de ‘desobedecer’ a recomendação de PVC e fazer a pergunta ao próprio ex-jogador holandês sobre o cartão amarelo que Van Hooijdonk recebeu naquela partida da Copa do Mundo.

Van Hooijdonk lembrou que a Holanda deveria sim ter estado na final diante da França e que ele entrou no jogo contra o Brasil, disputado em Marselha, quando faltavam 15 minutos para o fim do segundo tempo. Depois que o centroavante Kluivert empatou a partida aos 87 minutos, Van Hooijdonk fez uma corrida em direção à área brasileira certo de que ele faria o gol de cabeça, mas, no entendimento dele, isso não aconteceu porque ele teria sido puxado pelo zagueiro Aldair.

Quando Van Hooijdonk caiu no gramado, ele imaginou que Bujsaim daria o pênalti, mas o árbitro pediu que o jogador holandês se levantasse e deu o cartão amarelo para ele por ter caído. Van Hooijdonk argumenta que tem uma foto que mostra a falta, mas, apesar disso, ainda guarda com carinho na memória o gol que ele marcou pela Holanda contra a Coreia do Sul, no jogo disputado também em Marselha, que foi válido pela fase de grupos do torneio.

Quais as suas lembranças da semifinal da Copa do Mundo de 98 disputada entre Brasil e Holanda?

Estes são os escolhidos de Dorival Júnior

O técnico Dorival Júnior anunciou os jogadores que ele escolheu para disputar os jogos diante do Equador (que será disputado no dia 6 de setembro, em Curitiba) e quatro dias depois, no dia 10, contra o Paraguai, em Assunção, capital paraguaia.

O técnico Dorival Júnior (foto: http://www.espn.com.br) anuncia os jogadores convocados para os jogos contra Equador e Paraguai, válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026

Entre as novidades na lista estão Estêvão do Palmeiras, Luiz Henrique do Botafogo, André do Fluminense e Gerson e Pedro do Flamengo. Com o jogo diante do Equador marcado para ser disputado em Curitiba, os jogadores realizarão os trabalhos preparatórios no CT do Caju, do Athletico Paranaense, na capital do estado.

Confira a lista de convocados do técnico Dorival Júnior (retirada do site Somos Fanáticos):

Goleiros: Alisson (Liverpool-ING), Bento (Al Nassr-ARA) e Ederson (Manchester City-ING)

Laterais-Direitos: Danilo (Juventus-ITA) e William (Cruzeiro)

Laterais-Esquerdos: Guilherme Arana (Atlético Mineiro) e Wendell (Porto-POR)

Zagueiros: Lucas Beraldo (PSG-FRA ), Gabriel Magalhães (Arsenal-ING), Fabrício Bruno (Flamengo} e Marquinhos (PSG-FRA)

Volantes: André (Wolverhampton-ING), Bruno Guimarães (Newcastle-ING) e Gerson (Flamengo)

Meias: João Gomes (Wolverhampton-ING), Lucas Paquetá (West Ham-ING) e Rodrygo (Real Madrid-ESP)

Atacantes: Estêvão (Palmeiras), Luiz Henrique (Botafogo), Endrick (Real Madrid-ESP), João Pedro (Brighton-ING), Lucas Moura (São Paulo) e Vinícius Júnior (Real Madrid-ESP)

Quais jogadores deveriam compor o time titular para os dois jogos na sua opinião?

E as guerreiras voltam para casa

Depois de conseguirem a segunda medalha de Prata do futebol feminino, nas Olimpíadas de Paris, as jogadoras da Seleção Brasileira feminina voltaram para o Rio de Janeiro e foram recebidas de forma discreta pelos torcedores. No desembarque, lateral-esquerda Tamires, que atua pelo Corinthians, disse que a medalha representa um orgulho muito grande porque foi conseguida com muita luta.

Lateral-esquerda Tamires (foto: ge.globo.com) da Seleção Brasileira, desembarca no Rio de Janeiro depois de disputar as Olimpíadas de Paris, em que o Brasil foi derrotado pelos EUA e ficou com a medalha de Prata

Ela ainda destacou que a nova geração que virá tem uma oportunidade gigante de conseguir resultados melhores, porque agora o futebol feminino tem mais visibilidade no Brasil e também no mundo. Tamires ainda fez questão de agradecer aos torcedores que realmente amam o futebol das jogadoras de verdade.

Outra jogadora a falar sobre a conquista foi a meia-atacante Gabi Portilho, que também defende o Corinthians, e se disse muito confiante pelo que o Brasil apresentou nas Olimpíadas de Paris neste ano. Ela ainda comentou que tem uma expectativa muito grande para a disputa da próxima Copa do Mundo, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e as cidades sede do torneio que receberão os jogos serão Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Recife, Manaus e Cuiabá.

Na disputa do terceiro lugar das Olimpíadas de Paris, a Alemanha venceu a Espanha por 1 a 0 e ficou com a medalha de Bronze. O jogo entre Brasil e Estados Unidos pela final das Olimpíadas marcou também a despedida da atacante Marta da Seleção Brasileira, aos 38 anos.

Qual a chance da Seleção Brasileira feminina conquistar a Copa do Mundo de 2027 em casa na sua opinião?

Para virar de vez a cabeça dos homens

Há praticamente 20 anos, na disputa dos Jogos Olímpicos de 2004, realizados em Athenas na Grécia, a Seleção Brasileira masculina de futebol sequer se classificou para as Olimpíadas, na geração que tinha Elano, Daniel Carvalho, Maicon, Edu Dracena, Diego e Robinho como os principais destaques. Por outro lado, no futebol feminino, a Seleção Brasileira não só se classificou como fez bonito, e ficou muito perto de conquistar a medalha de Ouro, mas, no final, a equipe, que na época era comandada pelo técnico René Simões, acabou derrotado pelo forte time dos Estados Unidos na prorrogação.

O técnico René Simões lançou o livro em 2004 (foto: amazon.com.br) para contar os bastidores da Seleção Brasileira feminina que ele comandou na disputa das Olimpíadas

Com a disputa dos Jogos Olímpicos de Paris neste ano, novamente a Seleção Brasileira não se classificou para a disputa das Olimpíadas no futebol masculino. Por outro lado, a Seleção Brasileira feminina, mais uma vez, disputará a final do torneio olímpico diante dos Estados Unidos.

O principal destaque do Brasil nesta campanha atual das Olimpíadas é a atacante Gabi Portilho, que joga pelo Corinthians. Por sinal, o atual técnico da Seleção Brasileira, que é Arthur Elias, também dirigiu o alvinegro da capital paulista, antes de assumir o comando da seleção feminina.

Do outro lado do campo estará a inglesa Emma Hayes, que dirigiu o Chelsea da Inglaterra por 12 anos, antes de assumir o comando da seleção estadunidense, que tem a atacante Sophia Smith, como a grande craque da equipe. Pelos Blues de Londres, Emma Hayes conquistou sete títulos do Campeonato Inglês, cinco Copas da Inglaterra e duas Copas da Liga, além de ter sido vice-campeã da Liga dos Campeões, ao ver o time azul da capital inglesa ser derrotado pelo forte time do Barcelona, na final que foi disputada em Gotemburgo, na Suécia.

Qual a chance da Seleção Brasileira feminina vencer o forte time dos Estados Unidos desta vez na final olímpica na sua opinião?

Futebol também é esporte de mulher

Muita gente que vê o sucesso da geração de Marta, Formiga e Cristiane atualmente não imagina o processo difícil que foi para que as mulheres tivessem o espaço delas para poderem jogar futebol. Um exemplo, a primeira Copa do Mundo de futebol feminina foi disputada na China, no ano de 1991.

 Magali, Mônica e Marina se juntam para apoiar a Seleção Brasileira feminina (foto: Maurício de Sousa Produções/Produção exclusiva para o site globoesporte.com) na época da Copa do Mundo feminina, que foi disputado em 2015, na França

Neste momento, os homens já disputavam a 14a edição da Copa do Mundo, que em 1990 foi realizada na Itália. Enquanto a Seleção Brasileira masculina foi eliminada pela Argentina logo nas oitavas de final, na primeira Copa do Mundo feminina, as mulheres caíram logo na primeira fase, no grupo que tinha Japão, Estados Unidos e Suécia.

Nos Jogos Olímpicos, porém, as mulheres brasileiras já fizeram bonito nas primeiras participações. Enquanto o futebol masculino está nas Olimpíadas desde Paris, na França, em 1900, o futebol feminino foi incluído apenas nas Olimpíadas de Atlanta, no Estados Unidos, que foi realizada no ano de 1996.

Comandadas pelo falecido técnico Zé Duarte, as mulheres brasileiras, que tinham Sissi, Kátia Cilene, Roseli, Juliana Cabral e Pretinha no elenco como destaques, surpreenderam e chegaram em 4o lugar em Atlanta, quando foram derrotadas pelo forte time da Noruega na disputa da medalha de Bronze. Com duas medalhas de Prata, conquistadas nas Olimpíadas de Athenas em 2004, quando a seleção masculina de futebol não classificou para o torneio, e também em 2008 nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando os homens conquistaram a medalha de Bronze, as mulheres da Seleção Brasileira mais uma vez estão em uma Olimpíada, em que os homens não se classificaram.

Elas agora são comandas por Arthur Elias, que fez um grande trabalho no Corinthians e conquistou vários títulos. O adversário das brasileiras na semifinal será a Espanha, enquanto que o outro finalista será decidido entre Alemanha e Estados Unidos.

Qual a chance das mulheres da Seleção Brasileira chegarem na final dos Jogos Olímpicos deste ano na sua opinião?

Do céu ao inferno em 90 minutos

O técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, costuma dizer que quando se ganha não está tudo certo e também quando se perde não está tudo tão errado assim. De uma forma bastante apressada, logo após a derrota nos pênaltis diante do Uruguai na Copa América, disputada nos Estados Unidos, vários jornalistas esportivos brasileiros, entre eles Fábio Sormani, classificaram a geração de jogadores atual como “a pior da história”.

O goleiro uruguaio Rochet (foto: msn.com) defende a cobrança de pênalti do zagueiro brasileiro Éder Militão na Copa América

Depois de empatar em 0 a 0, a disputa da vaga nas semifinais foi decidida nos pênaltis e o Uruguai eliminou o Brasil ao vencer a disputa por 4 a 2. Como normalmente acontece, os jornalistas esportivos brasileiros elegeram o zagueiro Éder Militão (que teve a cobrança defendida por Rochet, ao chutar em cima do goleiro uruguaio) e o volante Douglas Luiz (que chutou no cantinho da trave defendida pelo goleiro uruguaio), que erraram as cobranças, como os ‘vilões’ da eliminação brasileira.

O goleiro Alisson poderia ser apontado como o ‘herói’, por ter defendido a cobrança de Giménez, mas isso não foi suficiente para evitar a eliminação da Seleção Brasileira do torneio continental. Depois de vencer o Brasil, o Uruguai foi eliminado pela Colômbia, que venceu o jogo por 1 a 0, com o gol marcado pelo volante Lerma.

Na outra semifinal, a Argentina venceu o surpreendente Canadá por 2 a 0, com os gols marcados por Messi e Julián Álvarez. Com isso, Canadá e Uruguai decidem o 3o lugar em Charlotte, no dia 13 de julho enquanto que Argentina e Colômbia disputam o título do torneio em Miami, no dia seguinte.

Quais as principais lições que a Seleção Brasileira pode tirar da derrota para o Uruguai na sua opinião?

O homem das mãos santas

Tido como ídolo de uma geração, Taffarel foi o primeiro goleiro a ter projeção no Brasil por jogar na Europa, onde defendeu o Parma e a Reggiana da Itália. Ele também atuou por 11 anos na Seleção Brasileira e conquistou a Copa do Mundo de 94.

Taffarel comemora o pênalti perdido pelo italiano Roberto Baggio (foto: Getty Images – globoesporte.com) que garantiu o tetracampeonato da Copa do Mundo para o Brasil

Taffarel foi uma referência para os torcedores, que tentavam imitá-lo principalmente na defesa dos pênaltis. Quando o italiano Roberto Baggio foi para a cobrança na disputa de pênaltis da final da Copa do Mundo de 94, o goleiro brasileiro imaginou que o italiano chutaria para fora ou ele defenderia.

Até os 14 anos, o esporte que Taffarel mais praticava não era o futebol, e sim o vôlei, em que atuava na posição de levantador. Ele passou a jogar futebol ocasionalmente, até tentar a sorte em um teste como goleiro no Grêmio, em que foi reprovado por ser um teste muito específico nas palavras dele, e em seguida foi para uma peneira no Internacional, em que foi aprovado, e chegou aos profissionais para ser reserva do então goleiro paraguaio Gato Fernández (pai do goleiro Gatito Fernández, que defende o Botafogo atualmente).

Ele se aposentou dos gramados no Parma da Itália em 2003 e voltou ao Brasil onde teve uma curta experiência como empresário de jogadores até receber um convite do romeno Hagi, que era técnico do Galatasaray da Turquia (onde ambos atuaram juntos) para ser preparador de goleiros. Depois, ele assumiu a mesma função na Seleção Brasileira desde 2014, à convite de Dunga, que era o então técnico e recentemente deixou o time turco para aceitar o convite do goleiro Alisson, que já atua na Seleção Brasileira, e ser agora o preparador de goleiros do Liverpool, da Inglaterra.

Quais as suas lembranças de Taffarel nos gramados?

Uma derrota que deixou marcas

Depois de ser eliminado pela França nas quartas de final da Copa do Mundo de 86 realizada no México, os torcedores brasileiros passaram a depositar esperanças em um resultado melhor na Copa de 90, que seria disputada na Itália. O capitão do Brasil naquela Copa do Mundo foi o zagueiro Ricardo Gomes e a nona colocação foi o pior resultado da Seleção Brasileira no torneio até hoje.

O meia argentino Maradona (foto: globoesporte.com) domina a bola observado pelo zagueiro brasileiro Ricardo Gomes durante o jogo entre Brasil e Argentina pela Copa do Mundo de 90 disputada na Itália

O Brasil passou para as oitavas de final como o primeiro do Grupo B (depois de vencer a Escócia, a Suécia e a Costa Rica na primeira fase), e enfrentaria a Argentina, que era a terceira colocada do Grupo A, em Turim. Este foi o terceiro jogo entre os dois países nas Copas do Mundo, depois da vitória brasileira na Copa do Mundo de 74 na Alemanha e do empate na Copa do Mundo de 78 na Argentina.

Os jogadores brasileiros mais comentados pelos torcedores naquela época eram o goleiro Taffarel, o atacante Bebeto e o centroavante Romário, sendo que os dois últimos foram reservas durante a Copa do Mundo na equipe comandada pelo técnico Sebastião Lazaroni. Quatro anos mais tarde, na Copa do Mundo de 94 disputada nos Estados Unidos, os três seriam protagonistas na equipe dirigida pelo técnico Carlos Alberto Parreira que conseguiria vencer o torneio e conquistaria o tetracampeonato.

Na Seleção Brasileira de 94 ainda estavam o lateral-direito Jorginho, o lateral-esquerdo Branco, o centroavante Müller, o meia Mazinho, o zagueiro Ricardo Rocha e especialmente o volante Dunga, que foi o principal alvo da torcida brasileira na eliminação da Copa de 90. Uma das principais críticas que os torcedores faziam era sobre o estilo ‘europeu’ da equipe, com poucos dribles e muita marcação, enquanto que entre os jogadores uma das principais lições aprendidas foi a divisão do dinheiro que seria ganho com a premiação pela conquista.

Quais as lições que a derrota de 90 trouxe para os jogadores serem bem sucedidos na Copa do Mundo seguinte na sua opinião?