As 10 razões que fazem de Pelé o melhor jogador de todos os tempos

Que Pelé é o maior jogador de futebol de todos os tempos todo mundo sabe, mas o que pouca gente tentou foi pensar nos motivos que tornam isso possível. Então a revista ‘Placar’ resolveu listar os 10 motivos que fazem de Pelé o melhor jogador de todos os tempos.

O hoje ex-jogador Pelé iniciou a parceria com a marca Café Pelé (foto: sommelierdecafe.com) em 1970

Pelé é o maior jogador de futebol de todos os tempos porque (retirado da revista ‘Placar’)…

1) Ninguém marcou tantos gols: Todo mundo sabe que Pelé marcou mais de mil gols, mas o número exato de gols foi de 1.281 em 1.363 jogos ao longo de 21 anos de carreira, por Santos, Seleção Brasileira e New York Cosmos dos Estados Unidos. Entre os feitos está aquele de marcar 58 gols com a camisa do Santos no Campeonato Paulista de 1958, um recorde que até hoje não foi superado.

2) Ninguém foi tão completo: Desde quando era novo, Pelé foi incentivado pelo pai, seu Dondinho, a treinar todos os fundamentos e aprendeu o valor de cabecear de olhos abertos, entre outras habilidades que o fizeram se destacar. Além de jogar bem tanto com o pé direito quanto com o pé esquerdo, Pelé também era um grande cabeceador e ocasionalmente em poucas oportunidades foi até goleiro.

3) Ninguém conquistou mais títulos: Durante os 21 anos de carreira profissional, Pelé conquistou 59 títulos entre torneios oficiais e amistosos, pela Seleção Brasileira e principalmente pelo Santos, que excursionava muito ao exterior para disputar torneios amistosos. Ele conquistou 10 títulos paulistas, seis Campeonatos Brasileiros (com o nome de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, ou a Taça Brasil), duas Taças Libertadores, dois Mundiais de Clubes (sendo que o Santos foi o primeiro time brasileiro a conquistar os dois títulos), todos pelo Santos, um campeonato da liga norte americana e também três Copas do Mundo com a Seleção Brasileira, um feito que até hoje não foi superado por nenhum outro jogador.

4) Ninguém encantou mais: Uma cena emblemática para demonstrar o carisma de Pelé aconteceu nos Estados Unidos, quando ele jogou pelo Cosmos. Pelé estava em Nova York ao lado do ator Robert Redford (que atuou no filme ‘Todos os homens do presidente’) e deu dezenas de autógrafos enquanto que o ator não tirou a caneta do bolso. Pelé também já esteve no Vaticano, em que foi recebido pelos Papas Paulo VII e João Paulo II, e sempre cumprimentou e tratou a todos de forma muito atenciosa.

5) Ninguém reinou por tanto tempo: Pelé começou a ser notado já no primeiro jogo em que vestiu a camisa da Seleção Brasileira, quando marcou o gol na derrota contra a Argentina em 1957 quando ele ainda não tinha completado 17 anos. No ano seguinte, em 1958, ele apareceu para o mundo ao conquistar a Copa do Mundo quando ainda não tinha completado 18 anos. E a carreira seguiu com gols e títulos até 1977 quando ele se aposentou pelo New York Cosmos.

6) Ninguém foi mais profissional: No dia 31 de outubro de 1990, a Seleção Brasileira disputou em Milão um amistoso para comemorar os 50 anos de Pelé. O adversário era a Seleção do Resto do Mundo, formada por jogadores de vários países, sendo que muitos ainda estavam em atividade na época. Mesmo que este fosse um simples jogo festivo, Pelé treinou muito nos meses anteriores para chegar ao peso ideal quando a partida fosse disputada. Em pouco tempo ele perdeu os seis quilos que o separavam da pesagem que ele considerava ideal e disse que aquela partida seria a única, embora muitas pessoas quisessem que ele disputasse mais jogos nos anos seguintes.

7) Ninguém perdeu gols tão lindos: Na Copa do Mundo de 1970, disputada no México, Pelé teve três lances em que ele não marcou o gol e que ficaram para a história. No primeiro, ele tentou arriscar um chute do meio de campo para surpreender o goleiro Viktor da Tchecoslováquia, depois um cruzamento do então lateral-direito Carlos Alberto Torres veio na medida para Pelé cabecear e a cabeçada veio forte em direção ao chão, mas o então goleiro inglês Banks fez uma defesa espetacular ao saltar e espalmar a bola para fora e assim evitar o gol do Brasil contra a Inglaterra. O último foi um drible em que Pelé tocou a bola entre as pernas do goleiro uruguaio Mazurkiewicz e passou pelo lado direito antes de ver a bola sair mansamente para fora do gol pelo lado esquerdo. Destes três gols, aquele que Pelé mais gostaria que tivesse entrado foi o contra a Tchecoslováquia, porque, segundo ele, até então ninguém tinha se preocupado em tentar surpreender o goleiro daquela forma.

8) Ninguém jogou tanto pela Seleção Brasileira: Entre 1956 e 1971, ano em que se despediu oficialmente da Seleção Brasileira, Pelé disputou 92 jogos e marcou 77 gols em partidas oficiais contra seleções nacionais. O número de jogos seria superado por outros jogadores que defenderam ou ainda estão em atividade, sendo que os principais são Thiago Silva (com 86 jogos), Neymar (que disputou 101 partidas) e principalmente Daniel Alves, que é o recordista que ainda está em atividade com 118 jogos disputados. O número de gols de Pelé ainda se mantém como o maior até hoje, mas eventualmente pode ser superado por Neymar, que anotou 61 gols desde 2010 até agora.

9) Ninguém foi tão atleta: Durante a carreira, Pelé teve poucas lesões graves. Um desses raros momentos aconteceu na Copa do Mundo de 1962, quando ele teve uma distensão na virilha direita e ficou de fora dos demais jogos do Brasil no torneio. Depois, na Copa de 1966, Pelé teve que lidar com a caçada dos jogadores portugueses que o machucaram. Fora a esses dois momentos, Pelé quase não se machucou durante a carreira. Dada a condição física excepcional que ele tinha, corria 100 metros em 11 segundos, saltava uma altura de 1,80m e 6,50m em distância, além de jogar com extrema competência esportes que exigisse algum tipo coordenação, como basquete e vôlei. Naquela época, o preparador físico Júlio Mazzei tinha certeza que se bem treinado, Pelé poderia ser um dos maiores atletas também no decatlo (esporte que reúne uma corrida de 100m rasos, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, corrida de 400m rasos, 110m com barreira, lançamento de disco, lançamento de dardo, salto com vara e corrida de 1.500m).

10) Ninguém foi tão precoce: Pelé chegou ao Santos com apenas 10 anos de idade e estreou entre os profissionais aos 15 anos, no dia 7 de setembro de 1956. Ele marcou o primeiro gol na primeira partida oficial que disputou pelo time. Cerca de um ano depois, Pelé marcou o primeiro gol no primeiro jogo disputado com a camisa da Seleção Brasileira. O lado precoce também aconteceu na Copa do Mundo, em que o Brasil precisava vencer a então União Soviética para se classificar e Pelé entrou em campo com 17 anos. Na primeira Copa do Mundo que disputou, em 1958, Pelé saiu como o consagrado jovem autor de seis gols que deram o primeiro título ao Brasil do torneio, que oito anos antes ele viu o pai chorar a derrota diante do Uruguai e fez a promessa de ganhar uma Copa do Mundo para ele.

Qual destes motivos é o mais relevante para Pelé ser apontado como o melhor jogador de futebol de todos os tempos na sua opinião?

Um comentário em “As 10 razões que fazem de Pelé o melhor jogador de todos os tempos

  1. ANDRE OLIVEIRA

    Excepcional matéria. Parabéns ao blogueiro. Eu me sinto totalmente incapacitado em escolher apenas um motivo. Pelé foi o maior de todos pela junção desses motivos. Inigualável. Mas, é claro que a quantidade de gols é impressionante e chama a atenção. Eterno REI PELE.

    Curtir

Deixar mensagem para ANDRE OLIVEIRA Cancelar resposta