Tempero estrangeiro

O fato do técnico português Jorge Jesus (que atualmente comanda o Al Hilal da Arábia Saudita desde 2023) ter vencido o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores em 2019 trouxe para a discussão a vinda dos técnicos estrangeiros para o Brasil. Logo depois dele, o time rubro-negro resolveu apostar no espanhol Domènec Torrent (que hoje comanda o Atlético San Luís, do México, depois de passar pelo Flamengo e o Galatasaray da Turquia), que não obteve bons resultados, e depois o rubro-negro carioca passou a ser dirigido por Rogério Ceni, que até foi campeão brasileiro em 2020 e carioca no ano seguinte, apesar de ser bastante criticado pelos torcedores rubro-negros.

O técnico português Jorge Jesus (foto: esporte.r7.com) foi campeão do Campeonato Brasileiro e da Taça Libertadores ao dirigir o Flamengo em 2019

Depois de passar pelo rubro-negro carioca, Rogério Ceni retornou ao São Paulo, onde ficou entre 2021 e o ano passado, até assumir o comando do Bahia neste ano. Rival do Flamengo, o Vasco também embarcou na onda dos técnicos estrangeiros e teve o português Sá Pinto e depois de algum tempo o argentino Ramón Díaz, até voltar a ser comandado recentemente por outro técnico português, que é Álvaro Pacheco, mais um a deixar o comando do time cruzmaltino, que atualmente está sem técnico.

O Internacional também tem um técnico estrangeiro, o argentino Eduardo Coudet, que também passou recentemente pelo Celta de Vigo, da Espanha, e o Atlético Mineiro. Por sinal, o Galo mineiro teve o argentino Jorge Sampaoli em anos recentes (que atualmente está sem clube) e hoje é comandado por mais um argentino, o ex-zagueiro Gabriel Milito, que veio do Argentinos Juniors, da Argentina.

No futebol paulista, o Palmeiras continua sob o comando do português Abel Ferreira, enquanto que o rival Corinthians foi treinado por Vitor Pereira, que também passou pelo Flamengo e hoje dirige o Al Shabab, da Arábia Saudita. O São Paulo atualmente é comandado pelo argentino Luís Zubeldía, mas em 2021 também foi dirigido por um curto período pelo argentino Crespo, que até foi campeão paulista em 2021, mas não resistiu aos maus resultados e depois passou pelo Al Duhail, do Qatar, até ser contratado pelo Al Ain, dos Emirados Árabes, no ano passado, que é o time que ele comanda atualmente.

Quais as contribuições que os técnicos estrangeiros podem trazer para o futebol brasileiro na sua opinião?

Um comentário em “Tempero estrangeiro

  1. É bastante discutível a contribuição de técnicos – de qualquer nacionalidade – para o futebol, inclusive brasileiro.

    Veja os argentinos, por exemplo. Que tipo de contribuição podem trazer? Em fazer cera, em praticar o anti futebol, em fazer malandragem? Então estão fora.

    Os portugueses … são mais pragmáticos e podem trazer uma contribuição melhor, pois praticam futebol conjunto e de bom nível de estratégia. Sim. Eu concordo.

    Na realidade são essas duas origens de técnicos que perambulam por nossas vagas de professor no futebol. Um excelente …. outro … uma porcaria.

    E temos os jogadores, que são em bom número na legião estrangeira. Excelente oportunidade para uma oxigenação dos nossos times.

    Portanto, caro blogueiro, nós temos uma situação controversa e discutível. No geral, eu sou muito favorável aos estrangeiros jogarem e serem técnicos em todos os esportes e áreas do conhecimento. Trazem olhares diferentes, mesmo que de ética discutível.

    Curtir

Deixe um comentário