Torcedores ilustres

Todo time de futebol que se preze tem a torcida ou simpatia de uma pessoa considerada famosa ou muito conhecida, por exemplo, o ator Selton Mello esteve presente no estádio para ver a final do Campeonato Brasileiro de 86 (que teve a decisão disputada em fevereiro de 87) e no ano seguinte, o Tricolor do Morumbi acertou a contratação do meia Raí, que chegava ao clube depois de ter feito alguns bons jogos pela Ponte Preta, quando foi emprestado ao time de Campinas pelo Botafogo de Ribeirão Preto. O rival Santos tem a torcida de muitas pessoas por causa de Pelé, e um desses torcedores é o escritor José Roberto Torero, que acompanhou o pai para ver o último jogo de Pelé na Vila Belmiro, quando o Peixe jogou contra a Ponte Preta em 1974.

O meia Raí (foto: 20minutos.es chegou ao São Paulo no ano de 1987 vindo do Botafogo de Ribeirão Preto

O jornalista Marcelo Duarte, se tornou torcedor do Corinthians pela influência do pai, que o levava para comer um lanche sempre que o Timão ganhava algum jogo. Algo parecido acontecia com o também jornalista Mauro Beting, que tinha um almoço especial em família no dia seguinte (Mauro é filho do falecido jornalista Joelmir Beting) sempre que o Palmeiras vencia no dia anterior.

No Rio de Janeiro, o editor do diário Lance! Walter de Mattos Junior lembra que se tornou flamenguista depois de ver o meia Zico conduzir o time rubro-negro à conquista do Campeonato Brasileiro de 1980. O maior ídolo do rival Vasco, o centroavante Roberto Dinamite foi responsável por fazer a cantora Teresa Cristina torcer para o time cruzmaltino, e outro ídolo dela, o meia Juninho Pernambucano, um dos responsáveis pela alegria de conquistar a Taça Libertadores de 98.

Ainda no Rio de Janeiro, o engenheiro de Produção e humorista Beto Silva se tornou torcedor do Fluminense pela influência dos os pais, que o presenteavam com artefatos relacionados ao Tricolor carioca. O jornalista Mauricio Stycer é fanático pelo Botafogo e conta que costumava narrar partidas imaginárias com os jogadores do Botafogo quando era criança, até que finalmente, aos dez anos, foi ao estádio pela primeira vez e definitivamente se tornou torcedor do alvinegro.

Em Minas Gerais, o engenheiro civil e músico cruzeirense Samuel Rosa se lembra de como foi delicioso ver o time azul jogar contra o Internacional e o rival Atlético Mineiro no Campeonato Brasileiro de 1975, que está marcado no coração dos torcedores colorados pelo ‘gol iluminado’ do então zagueiro chileno Figueroa. Pelo lado do Atlético Mineiro, o jornalista Fred Melo Paiva afirma que foram os tios e primos dele que o convenceram a torcer pelo alvinegro.

No Rio Grande do Sul, o jornalista Sérgio Xavier Filho passou a torcer para o Grêmio por causa do primo, apesar da mãe ser torcedora do Internacional e muito brava, segundo ele. O publicitário Ricardo Freire se tornou um orgulhoso torcedor do Internacional em meio ao Campeonato Brasileiro de 1975, que terminou com o título do Colorado, e ele lembra como era complicado acompanhar e torcer para o time gaúcho e morar em Brasília.

Quais os motivos que o levaram a torcer para o time que você torce atualmente?