Ele agora é que convive com l’ombra di (a sombra de) Ancelotti

Logo que foi apresentado na Seleção Brasileira, o técnico Fernando Diniz foi perguntado por um dos jornalistas presentes na entrevista coletiva se ele tinha conversado com o italiano Carlo Ancelotti sobre a primeira convocação que ele tinha feito, e se Ancelotti eventualmente teria aprovado os nomes que Diniz escolheu. De uma forma calma, o então técnico interino da Seleção Brasileira disse que conversou com o italiano somente para saber a condição física, técnica e de que forma Ancelotti usava os jogadores do Real Madrid que ele queria convocar.

Por uma série de motivos, Diniz não obteve os resultados esperados pelo presidente Ednaldo Rodrigues e deixou a Seleção Brasileira para se dedicar exclusivamente ao Fluminense, time que ele dirige desde 2022. Em seguida, a tentativa foi pelo nome de Ramon Menezes, que era o técnico das equipes da Seleção Brasileira Sub-20 e Sub-23, que é usada nos Jogos Olímpicos, apesar do Brasil não ter se classificado para as Olimpíadas de Paris neste ano.

Ramon se tornou o técnico da Seleção Brasileira Sub-20 em 2022 depois de treinar o Vitória em 2021 e assumiu também a equipe Sub-23 desde o ano passado. Em 2023 ele comandou o Brasil nas conquistas do Campeonato Sul Americano e dos Jogos Pan Americanos, ambos disputados no Chile, em que o Brasil venceu os anfitriões chilenos nos pênaltis na decisão dos Jogos Pan Americanos, mas foi eliminado por Israel nas quartas de final do Mundial Sub-20 na Argentina.

Com alguns resultados ruins no comando da Seleção Brasileira principal, Ramon deixou a função depois de três jogos, em que perdeu para Marrocos, venceu a Guiné e foi derrotado de novo por Senegal. Com o não definitivo de Ancelotti para comandar o Brasil, o presidente Ednaldo Rodrigues resolveu escolher o técnico Dorival Júnior, que treinava o São Paulo para dirigir a seleção e os dois primeiros desafios dele no comando da Seleção Brasileira serão os amistosos contra a Inglaterra em Londres (no dia 23 de março) e diante da Espanha em Madri, três dias depois. Para substituir ele o Tricolor paulista trouxe o técnico Thiago Carpini do Juventude, que escolheu Roger Machado, cujo o último tinha sido no Grêmio em 2022, antes de ser contratado pela equipe alviverde de Caxias do Sul em janeiro deste ano.

Veja os jogadores convocados por Dorival Júnior para os amistosos contra a Espanha e a Inglaterra (retirado do site globoesporte.com):

Goleiros: Bento (Athletico Paranaense), Léo Jardim (Vasco)* e Rafael (São Paulo)*;

Laterais: Danilo (Juventus-ITA), Yan Couto (Girona-ESP), Ayrton Lucas (Flamengo) e Wendell (Porto-POR);

Zagueiros: Beraldo (PSG-FRA)*, Bremer (Juventus-ITA), Fabrício Bruno (Flamengo)* e Murilo (Palmeiras)*;

Volantes: André (Fluminense), Andreas Pereira (Fulham-ING) e Bruno Guimarães (Newcastle-ING)

Meias: Douglas Luiz (Aston Villa-ING), João Gomes (Wolverhampton-ING), Lucas Paquetá (West Ham-ING) e Pablo Maia (São Paulo)*;

Atacantes: Endrick (Palmeiras), Galeno (Porto-POR)*, Raphinha (Barcelona-ESP), Richarlison (Tottenham-ING), Pepê (Porto-POR)*, Rodrygo (Real Madrid-ESP), Savinho (Girona-ESP)* e Vini Jr (Real Madrid-ESP).

* Jogadores com asteriscos foram convocados pela primeira vez para seleção

Quais dos jogadores convocados formariam o seu time titular?

Quase duas semanas depois, o Brasil volta a jogar contra a Suécia

Na Copa do Mundo de 94 o Brasil voltou a jogar contra a Suécia (adversária da primeira fase) na semifinal. Na primeira fase houve um empate de 1 a 1 com o gol de Romário para o Brasil e Kennet Andersson para os suecos na partida disputada no estádio de grama sintética em Detroit. Quase duas semanas depois, as duas seleções voltariam a se enfrentar, desta vez pela semifinal da Copa do Mundo, que seria jogada em Pasadena, uma cidade nos arredores de Los Angeles. Somente uma das duas seleções poderia avançar para a final.

O centroavante brasileiro Romário (foto: http://www.conmebol.com) salta para marcar o gol da vitória contra a Suécia na semifinal da Copa do Mundo de 94

No primeiro tempo, aos três minutos, o Brasil teve a primeira chance de abrir o placar quando Romário chutou de fora da área e o goleiro sueco Ravelli defendeu com um soco. Aos 26min, Romário teve uma nova tentativa de marcar quando driblou Ravelli e chutou para o gol, mas o zagueiro Patrik Andersson cortou a bola em cima da linha. No rebote, dentro da pequena área, o meia Mazinho chutou para fora, à esquerda do gol vazio. Quatro minutos depois, aos 31 minutos, Romário não conseguiu driblar o goleiro dentro da área e chutou para fora.

No intervalo, o então técnico Carlos Alberto Parreira tirou o meia Mazinho para colocar o meia Raí, que tinha entrado no jogo anterior contra a Holanda, no jogo pelas quartas de final. O então meia, que atuava pelo PSG da França na época, foi o capitão brasileiro nos três jogos da primeira fase e não atuou nas oitavas de final contra os EUA.


No segundo tempo, aos nove minutos, o meia Zinho acertou um chute longo de fora da área, que obrigou o goleiro Ravelli a fazer uma defesa espetacular, quando espalmou a bola por cima do travessão. Aos 18min, o zagueiro sueco Thern foi expulso depois de cometer falta violenta no volante Dunga, quando acertou o tornozelo direito do jogador brasileiro. O Brasil aumentou a pressão no ataque, com Raí mais próximo de Bebeto e Romário, mas o grande número de chances perdidas pelo ataque brasileiro começou a irritar o time, especialmente os lances de Romário, Mauro Silva e Dunga.

Depois de vários cruzamentos que atravessaram a área ou foram rebatidos pelos zagueiros suecos, o lateral-direito Jorginho avançou até a área sueca e fez um cruzamento ‘despretensioso’ por cima dos dois zagueiros suecos. Raí estava na primeira trave e Romário ficou posicionado na segunda trave, a bola atravessou a área e Raí quase pegou ela (o então meia ribeirão-pretano disse que esperava fazer o gol para ter uma chance de disputar a final), mas Romário conseguiu pular mais alto que os zagueiros suecos (o então volante Dunga disse que Romário tinha uma impulsão de goleiro) e marcou o gol que garantiu a vitória do Brasil, aos 80 minutos de jogo. O Brasil estava na final da Copa depois de 24 anos.

Quais as suas lembranças do jogo da semifinal entre Brasil e Suécia pela Copa do Mundo de 94?