Em janeiro deste ano, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, organizou uma entrevista coletiva apenas com jornalistas esportivas mulheres. Quando perguntada sobre a iniciativa, ela rebateu que os homens costumam falar que em geral as mulheres é que são histéricas.

Mesmo com essa iniciativa inédita, Leila Pereira admite que se sente muito sozinha por ser, até agora, a única mulher a presidir um time de futebol no Brasil. Ela ainda comenta que não quer que as mulheres tenham algum tipo de privilégio, mas apenas que possam ter a oportunidade de mostrar que são capazes.
Em agosto deste ano, o técnico Abel Ferreira deu uma resposta infeliz para a jornalista Alinne Fanelli, da Rádio BandNews FM, ao dizer que só devia satisfações para a esposa dele, para a própria mãe e também para a presidente Leila, quando perguntado sobre a lesão que o lateral-direito Mayke teve. Depois da repercussão negativa, Abel Ferreira disse que a declaração tinha sido “infeliz” e que o mal entendido tinha sido esclarecido quando ele procurou a própria repórter para falar com ela.
Se Leila Pereira é a única presidente de um clube no Brasil, Michelle Ramalho, que atualmente ocupa a presidência da Federação Paraibana de Futebol, é também a única a ocupar o cargo mais alto em uma federação estadual de futebol. Da mesma forma que Leila, Michelle também defende que, independente de ser mulher, a pessoa deve se mostrar capaz de assumir alguma função dentro do futebol.
Quais as formas que as mulheres podem passar a assumir cargos de liderança dentro do futebol na sua opinião?
