Quando uma motivação externa gera uma transformação interna

O atacante Luciano, ‘herdou’ do ídolo são-paulino Luís Fabiano (que hoje é comentarista do canal de TV por assinatura ESPN) a fama de goleador, ídolo da torcida do Tricolor paulista e também o ‘rótulo’ de ‘esquentadinho’, por tomar cartões em muitos jogos e ficar de fora de algumas partidas. Com o clássico contra o Palmeiras no radar, ele resolveu segurar o próprio ímpeto para não ser expulso na partida do São Paulo diante do Atlético Goianiense, disputada no estádio do MorumBis, na capital paulista.

Atacante Luciano (foto: Futebol Globo/CBN) comemora o gol marcado pelo São Paulo no jogo diante do Atlético Goianiense, válido pelo Campeonato Brasileiro deste ano

Essa fama de ‘esquentadinho’ deixou o atacante com problemas, porque ele corre o risco de ser suspenso e desfalcar o São Paulo tanto na Taça Libertadores quanto no Campeonato Brasileiro, caso receba mais um cartão amarelo. Luciano não esconde que reclama demais com a arbitragem durante os jogos, mas revelou que passou a tentar fazer uma mudança no comportamento em campo.

Com um gol marcado na vitória por 3 a 0 fora de casa diante do Atlético Goianiense (Calleri e Ferreira anotaram os outros dois gols do jogo), ao final da partida em Goiânia, Luciano ponderou que tinha feito duas faltas e já tinha recebido dois cartões amarelos. Pelo fato da próxima partida do São Paulo ser o clássico contra o Palmeiras, o atacante ponderou que não podia correr o risco de tomar um cartão amarelo na partida contra o Atlético Goianiense.

O próprio Luciano admite estar em uma fase mais ‘light’, que ele reclama sim e não mudará da noite para o dia, mas assume estar mais tranquilo. Com cinco gols na temporada, Luciano quer retomar o posto de titular, no time que passará a ser comandado pelo técnico argentino Luis Zubeldía.

Qual a importância do jogador tentar mudar o próprio comportamento em campo na sua opinião?

Misturar o brasileiro com o alemão nem sempre deu certo

O jornal alemão ‘Bild’ elaborou uma lista dos jogadores brasileiros que foram apontados como as piores contratações feitas pelos times da Bundesliga (1a divisão da Alemanha), e entre elas está o ex-centroavante Luizão, que chegou para defender o Hertha Berlim depois de ter uma curta passagem pelo Grêmio. Com apenas quatro gols marcados em 26 jogos, ele logo deixou a Alemanha para jogar no Botafogo.

O hoje ex-centroavante Luizão (foto: dfb.de) jogou pelo Hertha Berlim da Alemanha entre 2002 e 2004

Outro ex-centroavante brasileiro que passou pelo time berlinense foi Alex Alves, que veio do Cruzeiro e colecionou polêmicas dentro e fora de campo. Com 31 gols em 99 jogos pela equipe no Campeonato Alemão, ele se transferiu depois para defender o Vasco.

O ex-meia Carlos Alberto foi outro a colecionar polêmicas na passagem que teve pela Alemanha, quando vestiu a camisa do Werder Bremen em 2007. Com muitos desentendimentos com o então técnico Thomas Schaaf, ele depois se transferiu para o Vasco.

Em 2008 o Hamburgo apostou no meia Thiago Neves para substituir o holandês Van Der Vaart, que foi negociado com o Real Madrid, mas o jogador brasileiro atuou em apenas seis jogos e logo se transferiu para o Fluminense. Dois anos depois, em 2010, o Wolfsburg trouxe o zagueiro Réver para reforçar o time, mas ele atuou em apenas um jogo nos seis meses em que esteve na Alemanha.

Qual dos jogadores brasileiros poderia ser apontado como o pior contratado na sua opinião?

Para continuar a fazer história

Com uma trajetória de sucesso dentro dos gramados, quando era lateral-esquerdo, o brasileiro Sylvinho começou a carreira de treinador faz pouco tempo. Em 2019, ele teve uma curta passagem pelo Lyon, da França, para onde foi levado pelo compatriota Juninho Pernambucano, que segue como diretor esportivo do time francês, e Sylvinho comandou a equipe em apenas 11 jogos, com três vitórias, quatro empates e quatro derrotas à frente do Lyon.

Técnico Sylvinho (foto: br.bolavip.com) comandará a Albânia na Eurocopa deste ano, que será disputada em junho, na Alemanha

Sem treinar nenhum clube em 2020, Sylvinho voltou às origens e dirigiu o Corinthians entre maio de 2021 e fevereiro do ano seguinte, até assumir a seleção da Albânia, em janeiro do ano passado. Desde que chegou ao país, o próprio treinador admite que lidar com o idioma albanês tem sido a maior dificuldade dele, então a conversa com os dirigentes normalmente ocorre em inglês (pelo fato de Sylvinho ter defendido o Arsenal e o Manchester City, nos tempo de jogador, e depois ser assistente do italiano Roberto Mancini, depois de encerrar a carreira), espanhol (quando atuou pelo Celta de Vigo e também pelo Barcelona), italiano (quando seguiu na função de assistente de Roberto Mancini na Internazionale) ou português, porque alguns jogadores albaneses atuam em Portugal.

Se a dificuldade de falar diretamente com alguns jogadores albaneses existe (porque o idioma é uma mistura de grego, latim e italiano), o mesmo não acontece em relação aos assistentes do técnico brasileiro, que são o compatriota Doriva e o argentino Zabaleta. Os jogadores que foram convocados na última lista e atuam fora da Albânia são os goleiros Kastrati (que defende o Citadella, da Itália) e Strakosha (que joga pelo Brentford, da Inglaterra), os zagueiros Balliu do Rayo Vallecano da Espanha, Hysaj da Lazio da Itália, Gjimshiti da Atalanta, também da Itália (que é o capitão da equipe), Mihaj do Famalicão de Portugal e Kumbulla do Sassuolo da Itália.

No meio de campo, os jogadores principais da Albânia que atuam fora do país são Bare do Espanyol da Espanha, Bajrami, também do Sassuolo da Itália, Ramadani do Lecce da Itália e a badalada e promissora estrela da equipe, que o jovem Asllani, da Internazionale de Milão, da Itália, enquanto que no ataque, o grande nome é Broja, que joga pelo Fulham, da Inglaterra. Na Eurocopa deste ano, os albaneses não tiveram tanta sorte na formação dos grupos do torneio, e terão pela frente a Itália (no jogo disputado em Dortmund), Croácia (que enfrentará a Albânia em Hamburgo) e Espanha (na partida que será realizada em Düsseldorf) logo na primeira fase do torneio continental.

Qual a chance da Albânia ser a ‘zebra’ do grupo e passar de fase na sua opinião?

Uma raposa sem galinheiro

Durou apenas 14 jogos a passagem do técnico argentino Nicolás Larcamón pelo Cruzeiro, que foi encerrada após o time celeste ser derrotado pelo rival Atlético na final do Campeonato Mineiro deste ano. Com isso, a expectativa é que o time azul de Belo Horizonte use um técnico interino para o jogo da primeira rodada do Campeonato Brasileiro deste ano, que será disputado em Belo Horizonte, no dia 14 de abril, contra o Botafogo.

O técnico argentino Nicolás Larcamón (foto: footure.com.br) foi demitido do Cruzeiro depois de comandar a equipe em apenas 14 jogos

Sem um nome definido ainda pela diretoria celeste, existem alguns nomes possíveis que passam a ser especulados para dirigir o Cruzeiro. Um desses nomes é o do ídolo Alex, que começou a carreira de treinador no ano passado e dirigiu o Avaí, até ser demitido depois de comandar o time em apenas 18 jogos.

Outro antigo ídolo cruzeirense que pode ser observado é o técnico Adílson Batista, que também está sem clube, depois comandar o Botafogo de Ribeirão Preto em apenas 19 jogos no ano passado. Uma das vantagens de Adílson Batista está no fato de já ter comandado a Raposa entre 2008 e 2010 (quando foi campeão estadual em 2008 e 2009) e depois entre 2019 e 2020.

Além de Alex e Adílson Batista, outros nomes que eventualmente podem interessar para a diretoria celeste e estão sem clube no momento (o que significaria que o Cruzeiro não precisaria pagar uma eventual multa rescisória) são Celso Roth, Mano Menezes, Marcelo Oliveira e Ney Franco.

Qual seria o melhor nome para comandar o Cruzeiro na sua opinião?

Ele é o alvo da vez

Depois de ser revelado pelo Iraty do Paraná, passar pelo Londrina e também pelo Paraná Clube, o lateral-esquerdo Wendell chamou a atenção do Grêmio, que o contratou quando o jogador tinha 20 anos. Com seguidas boas atuações pela equipe gaúcha, o jogador cearense não demorou muito para seguir para o futebol europeu.

O lateral-esquerdo brasileiro Wendell (foto: http://www.record.pt) chegou ao Porto, de Portugal, depois de uma ótima passagem pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha

O primeiro destino de Wendell foi o Bayer Leverkusen, da Alemanha, em que não ganhou nenhum título nos sete anos que defendeu o clube. Quando chegou o momento de deixar a equipe, o lateral-esquerdo brasileiro disse que era eternamente grato pelos mais de sete anos que atuou pelo Bayer Leverkusen e que a Alemanha o tinha acolhido de forma maravilhosa, por isso, ele levaria todos os funcionários do clube, torcedores e ex-companheiros que ele teve no coração.

Um recado definitivo de agradecimento de Wendell ao time alemão foi que ele tinha amadurecido como homem e como pessoa nos anos que defendeu o Bayer Leverkusen, onde ele deixa muitos amigos e será um eterno torcedor do clube. Com a continuação da carreira, o lateral-esquerdo brasileiro foi contratado pelo Porto, de Portugal, em 2021 e tem contrato com o time português até 2025.

Com boas atuações pela Seleção Brasileira nos amistosos contra Inglaterra e Espanha, Wendell chamou a atenção da Juventus da Itália, que deseja reforçar a posição de lateral-esquerdo da equipe, que atualmente conta apenas com o brasileiro Alex Sandro e o jovem italiano Andrea Cambiaso, de 24 anos. O desempenho do lateral-esquerdo do Porto chamou atenção do time bianconero de Turim quando estreou na vitória por 1 a 0 do Brasil no amistoso diante da Inglaterra.

Qual a chance de Wendell ser contratado pela Juventus da Itália em julho deste ano na sua opinião?

Um presente de Fernando Diniz para a torcida do Flu

Com os títulos do Campeonato Carioca e da Taça Libertadores, ambos conquistados no ano passado, e também da Recopa Sul Americana, vencida há um mês atrás, diante da LDU Quito, do Equador (que tinha derrotado a equipe Tricolor das Laranjeiras na final da Libertadores de 2008), o técnico Fernando Diniz, que completou 50 anos no dia 27 de março, deu a volta por cima, depois de uma curta passagem na função de técnico interino da Seleção Brasileira. Como retribuição pela conquista do inédito título da Libertadores, a diretoria do Fluminense assinou já no ano passado uma renovação de contrato com o técnico, e o novo contrato será válido até o final do ano que vem.

O técnico Fernando Diniz (foto: odia.ig.com.br) ajudou o Fluminense a conquistar o inédito título da Taça Libertadores, no ano passado, e a Recopa Sul Americana, no começo deste ano

Nos tempos em que era jogador, Fernando Diniz era meio-campista, e jogava muitas vezes tanto na posição de volante quanto na função de meia. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o seu próprio treinador, iria recomendar para que ele fosse apenas o segundo volante, porque, na visão dele, a função de meia normalmente é para os jogadores mais criativos que decidem o jogo, o que não era a característica dele.

Quando perguntado sobre a eterna discussão entre os técnicos que foram jogadores e aqueles que apenas se prepararam para a função, sem ter sido um jogador profissional, Diniz argumenta que teve muitos bons treinadores que não foram jogadores profissionais. Segundo ele, o maior desafio é que este técnico demonstre ter competência para fazer um bom trabalho, independente do fato de ter jogado profissionalmente ou não.

No começo da carreira de técnico, Fernando Diniz também se formou em Psicologia pela Universidade São Marcos, em São Paulo, no ano de 2012, em que o TCC dele foi sobre a importância da liderança do técnico em uma equipe de futebol. Este projeto foi feito em parceria com Leonardo Simões dos Santos, que ainda hoje se dedica ao tema da Psicologia e atualmente é um doutorando em uma universidade no Paraguai.

Quais as contribuições que o técnico Fernando Diniz pode trazer para o futebol brasileiro na sua opinião?

Quando uma estrela nasce

Enquanto muitos adolescentes de 17 anos ainda estão na fase de estudar, pensar em qual profissão seguir eventualmente no futuro, a carreira de um jogador de futebol já começa e muitos talentos despontam cada vez mais cedo, como o centroavante Endrick, que desde os 16 anos faz parte do elenco do Palmeiras e já tem projetada uma transferência para o Real Madrid da Espanha. O jovem jogador brasileiro irá se transferir para o futebol espanhol em julho deste ano, quando completar 18 anos de idade, em um processo parecido com o que o Milan da Itália fez com o centroavante Alexandre Pato, que foi revelado pelo Internacional e hoje aos 34 anos está sem clube, depois de atuar pelo São Paulo no ano passado.

O centroavante Endrick (foto: ge.globo.com) comemora o gol que marcou pela Seleção Brasileira contra a Inglaterra, no amistoso disputado entre os dois países em Londres

O jovem centroavante precisou de apenas 10 minutos em campo para marcar o gol que garantiu a vitória brasileira diante dos ingleses, sendo que o último jogo entre Brasil e Inglaterra tinha sido realizado em 2017 também em Londres, quando o Brasil empatou em 0 a 0, ainda sob o comando de Tite, que hoje comanda o Flamengo. Com as recentes eliminações em Copas do Mundo para França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Croácia, existe uma grande dificuldade da Seleção Brasileira jogar contra os países europeus em função da disputa deles na Eurocopa (realizada a cada quatro anos desde 1960) e da recém-criada Liga das Nações, que passou a ser disputada a cada dois anos, a partir de 2018.

Depois do amistoso diante da Espanha, que será disputado hoje (dia 26 de março) em Madri, o próximo jogo amistoso já marcado será diante dos Estados Unidos, no dia 12 de junho. O Brasil foi derrotado pela última vez por um país da Europa em um amistoso quando jogou contra a Suíça em Basel, e perdeu por 1 a 0, com o gol marcado contra por Daniel Alves, no primeiro compromisso depois de vencer a Copa das Confederações em 2013.

Com Vinicius Júnior do Real Madrid entre os convocados, além de Endrick, o jogo amistoso diante da Espanha será mais uma tentativa de promover um combate ao racismo que Vinicius Júnior tem sofrido seguidamente na Espanha. Este cenário de racismo eventualmente pode fazer Endrick pensar na possibilidade de jogar na badalada Premier League (1a divisão inglesa) ao invés de ir para a Espanha e disputar a La Liga (1a divisão espanhola).

Qual seria um bom time para Endrick jogar na Inglaterra na sua opinião?

Oitavo Rei de Roma

O então técnico sueco Liedholm (falecido aos 85 anos em 2007) perguntou ao brasileiro Dino Sani, que tinha jogado com ele no Milan, qual seria um jogador brasileiro que ele poderia contratar para a Roma, time que ele treinava. Sem pensar duas vezes, Dino Sani respondeu que seria Falcão, do Internacional, time brasileiro vice-campeão da Taça Libertadores de 1980.

O volante brasileiro Falcão (na foto a esquerda: trivela.com.br) é reverenciado até hoje como um dos maiores ídolos estrangeiros da história da Roma da Itália

Quatro dias após a derrota para o Nacional do Uruguai na final da Libertadores, Falcão chegava à Itália para ser um dos primeiros brasileiros a jogar no país após o Campeonato Italiano voltar a receber estrangeiros, o que não acontecia desde o começo dos anos 70. Quando o volante brasileiro chegou, a Roma não conquistava o campeonato nacional desde a temporada 1941/42, quando superou o Torino por três pontos, com uma vitória (na época a vitória valia dois pontos) e um empate.

Na temporada 1980/81, primeira do jogador brasileiro na Itália, a Roma foi campeã da Copa Itália ao vencer o Torino nos pênaltis e Falcão marcou a penalidade decisiva, ainda que ele não gostasse muito de fazer esse tipo de cobrança. Na temporada 81/82, a Roma não teve um bom ano e Falcão também não teve uma boa atuação, e foi neste período que chegaram o meio-campista Chierico e o zagueiro Nela, que seriam importantes para a conquista do scudetto na temporada seguinte.

Com a conquista do scudetto na temporada 82/83, o time da capital italiana quebrou o longo jejum de conquistas nacionais e ainda ajudou a consagrar Falcão, que recebeu o simbólico apelido de oitavo Rei de Roma Na temporada seguinte, 83/84, a Roma chegaria à final da então Copa dos Campeões, mas seria derrotada em casa pelo Liverpool nos pênaltis, uma das derrotas mais marcantes da carreira dele, nas palavras do próprio Falcão, com o mesmo peso da final da Taça Libertadores de 80, quando o Internacional foi vice-campeão ao ser derrotado pelo Nacional do Uruguai, e principalmente da já conhecida eliminação do Brasil diante da Itália, na Copa do Mundo de 82, que ficou conhecida como a ‘Tragédia do Sarrià’.

Quais as suas lembranças da passagem de Falcão pela Roma?

Meninas (ou mulheres) vocês também podem fazer parte do jogo!

Por muitos anos, as mulheres foram proibidas de jogarem futebol no Brasil, especialmente a partir do ano de 1941, quando uma regulamentação do CND (Conselho Nacional de Desportos) depois se tornou lei e 24 anos depois, em 1965, esta mesma lei foi atualizada depois que o governo militar soube que havia mulheres que jogavam futebol no Brasil de forma clandestina em todo o país. Somente em 1979 é que esta proibição foi revogada e as mulheres passaram a poder jogar futebol, mas foi apenas em 1983 que a modalidade foi oficialmente regulamentada no Brasil e foi inclusive concedida a permissão para que fosse ensinado o futebol para as meninas na escola.

Em 2015, o cartunista Maurício de Sousa usou as personagens femininas da ‘Turma da Mônica’ (foto: Maurício de Sousa Produções/ produção exclusiva para o site globoesporte.com) para ajudar a divulgar e promover o futebol feminino no Brasil

No ano de 1988, a Fifa decidiu criar um torneio experimental para o futebol feminino, que teria o nome de Women’s Invitational Tournament (Torneio Convidativo para as Mulheres), que seria realizado em junho daquele ano na China. Doze seleções participariam daquela competição, e o Brasil (que tinha a atacante Roseli e a meia-atacante Sissi como destaques da equipe) terminou em 3o lugar, depois de vencer as anfitriãs chinesas na disputa de pênaltis.

No ano seguinte da Copa do Mundo de 90, disputada pelos homens na Itália, as mulheres também passaram a ter uma Copa do Mundo oficial no futebol feminino, que foi novamente realizada na China em novembro de 91. Mas, desta vez, o Brasil (que contava com a zagueira Elane, a meia-atacante Cenira e a meia Pretinha como destaques) não teve um bom desempenho e foi eliminado na disputa entre os terceiros colocados dos grupos.

No torneio de 95, disputado em junho daquele ano na Suécia, o Brasil foi novamente eliminado na primeira fase e na Copa do Mundo de 99, realizada nos Estados Unidos, foi quando a Seleção Brasileira teve um grande desempenho, ao terminar na 3a colocação, depois de vencer a Noruega (que os homens nunca venceram) nos pênaltis naquela Copa do Mundo. Na época, as principais destaques da Seleção Brasileira eram a atacante Pretinha, a centroavante Kátia Cilene, a meia-atacante Sissi, a zagueira Cidinha e a volante Formiga.

O blogueiro gostaria de agradecer à professora universitária, educadora e geógrafa Andrea Lastoria pela sugestão do tema deste post.

Quais as formas que as meninas poderiam ser mais incentivadas a jogarem futebol no Brasil na sua opinião?

Adversário indigesto

Bastante conhecida mundialmente pelo bacalhau, a Noruega até hoje tem sido um adversário indigesto quando joga contra o Brasil. Nos quatro jogos disputados entre os dois países até hoje, os noruegueses venceram dois e empataram nas outras duas partidas.

O lateral-esquerdo Roberto Carlos e o atacante Tore Andre Flo (foto: sportskeeda.com) disputam a bola no jogo entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo de 98 na França

O primeiro jogo disputado entre Brasil e Noruega foi um amistoso realizado em Oslo no ano de 1988, que terminou empatado em 1 a 1, com o gol norueguês marcado pelo atacante Fjortoft e o centroavante Edmar anotou o gol brasileiro. Nove anos depois, em 1997, os dois países disputaram mais um amistoso na capital norueguesa, que terminou com a vitória dos anfitriões por 4 a 2, com dois gols de Tore Andre Flo, um de Rudi e outro de Ostenstad para os noruegueses, enquanto que e Romário e Djalminha marcaram para o Brasil.

O único jogo oficial disputado entre os dois países foi na Copa do Mundo de 98, realizada na França, em que a Noruega venceu o Brasil por 2 a 1 e garantiu a segunda colocação no grupo para se classificar para a próxima fase, onde seria eliminada pela Itália já nas oitavas de final do torneio. Na ocasião, o atacante brasileiro Bebeto marcou para o Brasil, mas o atacante Flo e o meia Rekdal garantiram a vitória norueguesa em Marselha.

O último jogo entre Brasil e Noruega foi um amistoso disputado no ano de 2006 em Oslo, quando o meia Pedersen abriu o placar para os noruegueses e depois o meia Daniel Carvalho empatou o jogo para o Brasil. Neste ano, existem oito períodos disponíveis para a disputa de amistosos oficiais da Fifa (em que, em tese, todos os clubes são obrigados a liberarem os jogadores convocados pelas seleções): entre 18 e 26 de março, depois entre 2 e 10 de setembro, também entre 7 e 15 de outubro e finalmente de 11 a 19 de novembro. Entre os dias 3 e 11 de junho também é um período reservado para amistosos, mas as seleções da Europa não participarão dele, porque a Eurocopa deste ano começa a ser disputada a partir do dia 14 de junho.

Qual será o resultado do próximo jogo entre Brasil e Noruega na sua opinião?