Depois de conseguirem a segunda medalha de Prata do futebol feminino, nas Olimpíadas de Paris, as jogadoras da Seleção Brasileira feminina voltaram para o Rio de Janeiro e foram recebidas de forma discreta pelos torcedores. No desembarque, lateral-esquerda Tamires, que atua pelo Corinthians, disse que a medalha representa um orgulho muito grande porque foi conseguida com muita luta.
Lateral-esquerda Tamires (foto: ge.globo.com) da Seleção Brasileira, desembarca no Rio de Janeiro depois de disputar as Olimpíadas de Paris, em que o Brasil foi derrotado pelos EUA e ficou com a medalha de Prata
Ela ainda destacou que a nova geração que virá tem uma oportunidade gigante de conseguir resultados melhores, porque agora o futebol feminino tem mais visibilidade no Brasil e também no mundo. Tamires ainda fez questão de agradecer aos torcedores que realmente amam o futebol das jogadoras de verdade.
Outra jogadora a falar sobre a conquista foi a meia-atacante Gabi Portilho, que também defende o Corinthians, e se disse muito confiante pelo que o Brasil apresentou nas Olimpíadas de Paris neste ano. Ela ainda comentou que tem uma expectativa muito grande para a disputa da próxima Copa do Mundo, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e as cidades sede do torneio que receberão os jogos serão Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Recife, Manaus e Cuiabá.
Na disputa do terceiro lugar das Olimpíadas de Paris, a Alemanha venceu a Espanha por 1 a 0 e ficou com a medalha de Bronze. O jogo entre Brasil e Estados Unidos pela final das Olimpíadas marcou também a despedida da atacante Marta da Seleção Brasileira, aos 38 anos.
Qual a chance da Seleção Brasileira feminina conquistar a Copa do Mundo de 2027 em casa na sua opinião?
Há praticamente 20 anos, na disputa dos Jogos Olímpicos de 2004, realizados em Athenas na Grécia, a Seleção Brasileira masculina de futebol sequer se classificou para as Olimpíadas, na geração que tinha Elano, Daniel Carvalho, Maicon, Edu Dracena, Diego e Robinho como os principais destaques. Por outro lado, no futebol feminino, a Seleção Brasileira não só se classificou como fez bonito, e ficou muito perto de conquistar a medalha de Ouro, mas, no final, a equipe, que na época era comandada pelo técnico René Simões, acabou derrotado pelo forte time dos Estados Unidos na prorrogação.
O técnico René Simões lançou o livro em 2004 (foto: amazon.com.br) para contar os bastidores da Seleção Brasileira feminina que ele comandou na disputa das Olimpíadas
Com a disputa dos Jogos Olímpicos de Paris neste ano, novamente a Seleção Brasileira não se classificou para a disputa das Olimpíadas no futebol masculino. Por outro lado, a Seleção Brasileira feminina, mais uma vez, disputará a final do torneio olímpico diante dos Estados Unidos.
O principal destaque do Brasil nesta campanha atual das Olimpíadas é a atacante Gabi Portilho, que joga pelo Corinthians. Por sinal, o atual técnico da Seleção Brasileira, que é Arthur Elias, também dirigiu o alvinegro da capital paulista, antes de assumir o comando da seleção feminina.
Do outro lado do campo estará a inglesa Emma Hayes, que dirigiu o Chelsea da Inglaterra por 12 anos, antes de assumir o comando da seleção estadunidense, que tem a atacante Sophia Smith, como a grande craque da equipe. Pelos Blues de Londres, Emma Hayes conquistou sete títulos do Campeonato Inglês, cinco Copas da Inglaterra e duas Copas da Liga, além de ter sido vice-campeã da Liga dos Campeões, ao ver o time azul da capital inglesa ser derrotado pelo forte time do Barcelona, na final que foi disputada em Gotemburgo, na Suécia.
Qual a chance da Seleção Brasileira feminina vencer o forte time dos Estados Unidos desta vez na final olímpica na sua opinião?
Muita gente que vê o sucesso da geração de Marta, Formiga e Cristiane atualmente não imagina o processo difícil que foi para que as mulheres tivessem o espaço delas para poderem jogar futebol. Um exemplo, a primeira Copa do Mundo de futebol feminina foi disputada na China, no ano de 1991.
Magali, Mônica e Marina se juntam para apoiar a Seleção Brasileira feminina (foto: Maurício de Sousa Produções/Produção exclusiva para o site globoesporte.com) na época da Copa do Mundo feminina, que foi disputado em 2015, na França
Neste momento, os homens já disputavam a 14a edição da Copa do Mundo, que em 1990 foi realizada na Itália. Enquanto a Seleção Brasileira masculina foi eliminada pela Argentina logo nas oitavas de final, na primeira Copa do Mundo feminina, as mulheres caíram logo na primeira fase, no grupo que tinha Japão, Estados Unidos e Suécia.
Nos Jogos Olímpicos, porém, as mulheres brasileiras já fizeram bonito nas primeiras participações. Enquanto o futebol masculino está nas Olimpíadas desde Paris, na França, em 1900, o futebol feminino foi incluído apenas nas Olimpíadas de Atlanta, no Estados Unidos, que foi realizada no ano de 1996.
Comandadas pelo falecido técnico Zé Duarte, as mulheres brasileiras, que tinham Sissi, Kátia Cilene, Roseli, Juliana Cabral e Pretinha no elenco como destaques, surpreenderam e chegaram em 4o lugar em Atlanta, quando foram derrotadas pelo forte time da Noruega na disputa da medalha de Bronze. Com duas medalhas de Prata, conquistadas nas Olimpíadas de Athenas em 2004, quando a seleção masculina de futebol não classificou para o torneio, e também em 2008 nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando os homens conquistaram a medalha de Bronze, as mulheres da Seleção Brasileira mais uma vez estão em uma Olimpíada, em que os homens não se classificaram.
Elas agora são comandas por Arthur Elias, que fez um grande trabalho no Corinthians e conquistou vários títulos. O adversário das brasileiras na semifinal será a Espanha, enquanto que o outro finalista será decidido entre Alemanha e Estados Unidos.
Qual a chance das mulheres da Seleção Brasileira chegarem na final dos Jogos Olímpicos deste ano na sua opinião?
Na época em que ainda atuava nos gramados, o então lateral-direito Cicinho decidiu doar uma camisa autografada do Sivasspor da Turquia (time que o então lateral-direito defendeu entre 2013 e 2016) para ajudar um cachorro que estava com problemas em Pradópolis, cidade natal dele. O primo do jogador comentou com ele sobre o cachorro e Cicinho decidiu imediatamente ajudar com a doação da camisa.
Camisa do então lateral-direito Cicinho que jogava no Sivasspor da Turquia (foto: Arquivo pessoal de Carolina Campos) foi usada para arrecadar dinheiro e tratar um cachorro em Pradópolis
Com esta camisa autografada por Cicinho, Carolina Campos, que ficou responsável pelo animal, decidiu organizar uma rifa para arrecadar dinheiro e pagar o tratamento para cuidar do cachorro. Ela conta que foram vendidos na época 100 números da rifa no valor de 10 reais cada uma e quatro pessoas ainda contribuíram mais ao pagarem de 25 reais por um número da rifa.
Depois de ficar hospitalizado em um quadro estável por cerca de três meses, o animal enfim se recuperou dos ferimentos. O cachorro foi encontrado em uma das ruas de Pradópolis com sinais de espancamento pelo corpo e quatro pauladas na cabeça.
Ele foi levado para o hospital veterinário por Samira Lima, que resgatou o animal e pagou parte do tratamento dele. Samira tem um pet shop e encontrou o cachorro porque foi informada por uma amiga dela de que um policial o tinha visto. O cachorro morreu alguns anos depois de causas naturais, segundo Carolina Campos, que é presidente da associação de proteção animal ‘Patas e garras’, que fica em Pradópolis.
Quais as formas que os jogadores de futebol podem ajudar em causas importantes na sua opinião?
Depois de conquistar todos os títulos possíveis nos dois anos em que atuou pelo São Paulo, o então volante Mineiro decidiu que era a hora de se aventurar pelo futebol europeu e o time escolhido foi o Hertha Berlim, da Alemanha, onde atuava na época o então lateral-esquerdo Gilberto, que tinha atuado com ele no São Caetano. Ele estreou pelo time berlinense na Bundesliga contra o Hamburgo e entrou nos últimos 20 minutos da partida.
O volante Mineiro (foto: eurosport.com) atuou pelo Hertha Berlim, da Alemanha, entre os anos de 2007 e 2008
Esta partida foi disputada no dia 3 de fevereiro de 2007 e o volante brasileiro logo mostrou o cartão de visitas. Da mesma forma que marcou o gol do título do São Paulo diante do Liverpool pelo Mundial de Clubes em 2005, com um potente chute de longe, ele fez o mesmo no Campeonato Alemão, contra o Hamburgo. Este gol marcado em um chute a mais de 25 metros e fez o então volante brasileiro logo cair nas graças dos torcedores alemães.
Poucas pessoas sabem disso, mas o volante Mineiro, na verdade, é gaúcho de Porto Alegre e começou nas categorias de base do Internacional. Levado pelo irmão para fazer um teste no Colorado, os avaliadores logo notaram as características físicas de Mineiro e se lembraram do então volante Cláudio Mineiro, que atuou no clube porto-alegrense nos anos de 1979 (ano que o Internacional foi campeão brasileiro invicto, feito até hoje não repetido) e 1980 (quando o clube gaúcho foi derrotado pelo Nacional, do Uruguai, na decisão da Taça Libertadores).
No final das contas, Mineiro não se profissionalizou no Internacional e foi se profissionalizar pelo Rio Branco de Americana, onde foi levado pelo agente de jogadores Jorge Machado. Depois ele passou brevemente pelo Guarani, até se destacar na rival Ponte Preta, onde a carreira decolou.
O blogueiro gostaria de dedicar este post ao amigo Marco Aurélio Ramos Filho, que faz aniversário hoje. Parabéns Lelo!
Quais as suas lembranças da passagem de Mineiro pelo Hertha Berlim da Alemanha?
O técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, costuma dizer que quando se ganha não está tudo certo e também quando se perde não está tudo tão errado assim. De uma forma bastante apressada, logo após a derrota nos pênaltis diante do Uruguai na Copa América, disputada nos Estados Unidos, vários jornalistas esportivos brasileiros, entre eles Fábio Sormani, classificaram a geração de jogadores atual como “a pior da história”.
O goleiro uruguaio Rochet (foto: msn.com) defende a cobrança de pênalti do zagueiro brasileiro Éder Militão na Copa América
Depois de empatar em 0 a 0, a disputa da vaga nas semifinais foi decidida nos pênaltis e o Uruguai eliminou o Brasil ao vencer a disputa por 4 a 2. Como normalmente acontece, os jornalistas esportivos brasileiros elegeram o zagueiro Éder Militão (que teve a cobrança defendida por Rochet, ao chutar em cima do goleiro uruguaio) e o volante Douglas Luiz (que chutou no cantinho da trave defendida pelo goleiro uruguaio), que erraram as cobranças, como os ‘vilões’ da eliminação brasileira.
O goleiro Alisson poderia ser apontado como o ‘herói’, por ter defendido a cobrança de Giménez, mas isso não foi suficiente para evitar a eliminação da Seleção Brasileira do torneio continental. Depois de vencer o Brasil, o Uruguai foi eliminado pela Colômbia, que venceu o jogo por 1 a 0, com o gol marcado pelo volante Lerma.
Na outra semifinal, a Argentina venceu o surpreendente Canadá por 2 a 0, com os gols marcados por Messi e Julián Álvarez. Com isso, Canadá e Uruguai decidem o 3o lugar em Charlotte, no dia 13 de julho enquanto que Argentina e Colômbia disputam o título do torneio em Miami, no dia seguinte.
Quais as principais lições que a Seleção Brasileira pode tirar da derrota para o Uruguai na sua opinião?
Já em baixa no time do São Paulo, comandado pelo argentino Luís Zubeldía, o meia-atacante colombiano James Rodríguez vê na Seleção Colombiana uma chance de fazer uma boa Copa América e assim poder despertar o interesse de algum grande time europeu. Com as cores do São Paulo, o craque soma 22 jogos disputados, com dois gols marcados e quatro assistências dadas neste ano. Ele tem contrato em vigor com o Tricolor paulista até o meio do próximo ano e no duelo da Colômbia diante da Seleção Brasileira, James foi eleito o melhor jogador da partida.
Colombiano James Rodríguez (foto: oglobo.globo.com) atuou pelo Bayern de Munique, da Alemanha, entre os anos de 2017 e 2019
Segundo o portal ‘Fichajes’, o Bayer Leverkusen da Alemanha tem acompanhado as atuações do jogador colombiano de perto e, com a janela de transferências para a Europa já aberta, pode, eventualmente, fazer uma oferta ao São Paulo para contratar James Rodríguez antes do começo da nova temporada. O site informa que, no entanto, até o momento, ainda não há nada de concreto, apenas um interesse.
No time de Leverkusen, que atualmente é comandado pelo espanhol Xabi Alonso, o jogador colombiano teria a concorrência do alemão Hofmann, do promissor meia alemão Wirtz e do argentino Palacios por uma vaga entre os titulares da equipe. O espanhol Fernando Carro (que atualmente é o presidente do Bayer Leverkusen) e o diretor esportivo Simon Rolfes (ex-volante que encerrou a carreira de jogador no próprio time da Renânia do Norte-Vestefália) entendem que a experiência e o talento de James Rodríguez teriam muito para agregar ao time, que foi fundado pelos próprios funcionários da fábrica da farmacêutica alemã Bayer, em Leverkusen, no ano de 1904.
Com 32 anos, James Rodríguez já atuou na Alemanha, quando foi emprestado pelo Real Madrid, da Espanha, entre os anos de 2017 e 2019. Na equipe bávara, o jogador colombiano venceu o Campeonato Alemão nas temporadas de 17/18 e 18/19 e também a Copa da Alemanha na temporada 18/19, quando o Bayern de Munique venceu o RB Leipzig, na final que foi disputada em Berlim.
Qual a chance de James Rodríguez deixar o São Paulo e acertar com o Bayer Leverkusen na sua opinião?
Muitos jogadores de grandes clubes brasileiros sonham em atuar na Europa, mas uma parte deles ainda se aventura a jogar em países com um futebol que é pouco conhecido pelos torcedores brasileiros, como é o caso do Qatar, China, Coreia do Sul e Japão. Um exemplo de brasileiro que conseguiu ter algum destaque na Ásia foi o hoje ex-atacante Wagner Lopes, que chegou ao Japão no ano de 87 para jogar pelo Nissan Motors (hoje Yokohama Marinos) junto com o então zagueiro Oscar, que foi titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 82 e encerraria a carreira de jogador na equipe japonesa.
O hoje técnico Wagner Lopes comandou o Albirex Niigata (foto: J.League Photos) em 2017 e treinou o atacante Rony e o meia Thiago Galhardo
Pouco tempo depois, foi a vez de Zico chegar ao Oriente, no ano de 91, para jogar pelo Sumitomo Metals (hoje Kashima Antlers) e foi a partir da ida do maior ídolo do Flamengo que o futebol japonês se transformou. Outros brasileiros mais conhecidos o seguiram, tais como Dunga, Jorginho e Leonardo, todos com passagem pela Seleção Brasileira, além de alguns jogadores europeus bastante conhecidos que estavam em final de carreira, como o inglês Lineker (que foi contratado pelo Nagoya Grampus Eight) e o italiano Schillaci, que atuou pelo Júbilo Iwata (que depois contrataria Dunga).
No Brasil ainda existe até hoje um certo preconceito de que japonês é perna de pau (o que mudou com a ida de alguns deles para alguns times da Europa). Hoje, o time japonês mais conhecido dos brasileiros é o Kashima Antlers, atualmente dirigido por Ranko Popovic.
Para atrair jogadores consagrados em final de carreira ou talentos sem potencial para figurar nas grandes equipes da Europa, o Japão começou a formar a liga profissional (ainda nos anos 60) com times criados por grandes empresas que se interessavam em investir no esporte, tais como as grandes montadoras de carros do país ou ainda as empresas de eletrônicos e outras. Mas foi só a partir de 93, com a criação da J League e a unificação das ligas amadoras, é que a competição começou a ter aspecto de torneio competitivo com equipes fortes e cada vez mais talentos em final de carreira chegando para ajudar a tornar o esporte mais conhecido entre os japoneses.
Depois de alguns problemas financeiros das principais equipes do país, hoje o Campeonato Japonês é estruturado em dois turnos com outras duas Copas nacionais, a Copa Nabisco (equivalente à Copa da Liga na Europa e que dá direito ao campeão de disputar a Copa Suruga) e a Copa Imperador (que é a competição mais antiga do país – anterior até a formação da J League – e é semelhante às Copas nacionais na Europa). Curiosamente, a pontuação “universal” do futebol (3 pontos por vitória, 1 por empate para cada time e nenhum por derrota ao perdedor) foi adotada apenas em 2003 porque até então eram atribuídos dois pontos por vitória na prorrogação e um ponto por vitória nos pênaltis.
O que continua a atrair os jogadores ao Japão é o dinheiro, porque o título do campeonato local dá ao time campeão 300 milhões Ienes (cerca de 10 milhões Reais). Isso ainda é pouco perto do que o Campeonato Brasileiro oferece ao time vencedor (o campeão recebe algo em torno de 48 milhões de Reais), mas não deve demorar muito para que o Japão resolva esta questão.
Quais os principais atrativos do Campeonato Japonês (além do aspecto financeiro) na sua opinião?
No ano de 98 o hoje comentarista Muricy Ramalho já tinha começado a carreira de técnico de futebol e deixou o Brasil para comandar o Shangai Shenhua, time que naquele ano conquistou a Copa da China sob o comando dele. Na época o Campeonato Chinês não tinha visibilidade para os demais países, mas isso mudou em anos recentes com os investimentos feitos na compra de jogadores estrangeiros, como o meia Ricardo Goulart, que defende o Guangzhou Evergrande, e também de técnicos mais consagrados.
O meia-atacante Ricardo Goulart (foto: UOL Esporte) atua pelo Guangzhou Evergrande desde 2015, mas teve uma curta passagem por empréstimo ao Palmeiras neste ano
O futebol na China teve a primeira liga profissional criada em 1994, com o nome de Liga Jia-A, mas apenas oito anos depois, em 2002 é que foi tomada a decisão estabelecer uma liga profissionalizada de clubes do país, que teve a primeira disputa dois anos depois, em 2004. Em anos recentes, o número de times na primeira divisão chinesa é de 16 clubes, que é um número inferior aos campeonatos europeus (com 18 a 20 times em média na primeira divisão) e também do Campeonato Brasileiro, que conta com 20 equipes na primeira divisão.
Com muito dinheiro injetado pelas empresas nos clubes locais, o Guangzhou Evergrande pagou €18 milhões (R$ 48 milhões) para contratar o atacante Ricardo Goulart, que veio do Palmeiras, e ele é atualmente o principal jogador do time, além de ser um dos melhores da Superliga Chinesa (1a divisão do país). Embora o aspecto financeiro seja um dos principais atrativos, uma passagem pela China não abre portas para os jogadores irem para outras ligas na maioria dos casos.
Entre os homens, a China participou apenas de uma Copa do Mundo 2002 no masculino, mas entre as mulheres o desempenho é melhor, porque o país esteve em oito Copas do Mundo e conseguiu um vice-campeonato, uma 4a colocação e foi quatro vezes eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo. Para mudar um pouco este cenário entre os homens, a Federação Chinesa convidou recentemente os meias Ricardo Goulart e Elkeson (que atua pelo Shangai SIPG) a se naturalizarem e assim defenderem o país que busca a classificação para a próxima Copa do Mundo, em 2022 no Qatar.
Quais são os principais atrativos da China (além do aspecto financeiro) para os jogadores estrangeiros na sua opinião?
Tido como ídolo de uma geração, Taffarel foi o primeiro goleiro a ter projeção no Brasil por jogar na Europa, onde defendeu o Parma e a Reggiana da Itália. Ele também atuou por 11 anos na Seleção Brasileira e conquistou a Copa do Mundo de 94.
Taffarel comemora o pênalti perdido pelo italiano Roberto Baggio (foto: Getty Images – globoesporte.com) que garantiu o tetracampeonato da Copa do Mundo para o Brasil
Taffarel foi uma referência para os torcedores, que tentavam imitá-lo principalmente na defesa dos pênaltis. Quando o italiano Roberto Baggio foi para a cobrança na disputa de pênaltis da final da Copa do Mundo de 94, o goleiro brasileiro imaginou que o italiano chutaria para fora ou ele defenderia.
Até os 14 anos, o esporte que Taffarel mais praticava não era o futebol, e sim o vôlei, em que atuava na posição de levantador. Ele passou a jogar futebol ocasionalmente, até tentar a sorte em um teste como goleiro no Grêmio, em que foi reprovado por ser um teste muito específico nas palavras dele, e em seguida foi para uma peneira no Internacional, em que foi aprovado, e chegou aos profissionais para ser reserva do então goleiro paraguaio Gato Fernández (pai do goleiro Gatito Fernández, que defende o Botafogo atualmente).
Ele se aposentou dos gramados no Parma da Itália em 2003 e voltou ao Brasil onde teve uma curta experiência como empresário de jogadores até receber um convite do romeno Hagi, que era técnico do Galatasaray da Turquia (onde ambos atuaram juntos) para ser preparador de goleiros. Depois, ele assumiu a mesma função na Seleção Brasileira desde 2014, à convite de Dunga, que era o então técnico e recentemente deixou o time turco para aceitar o convite do goleiro Alisson, que já atua na Seleção Brasileira, e ser agora o preparador de goleiros do Liverpool, da Inglaterra.
Quais as suas lembranças de Taffarel nos gramados?