No dia 16 de julho de 1950, a então favorita Seleção Brasileira precisava apenas de um empate contra o Uruguai para conquistar a Copa do Mundo em casa. Depois de golear a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1, muitos torcedores imaginavam que viria uma grande goleada diante do Uruguai.

Para a surpresa geral dos torcedores brasileiros, o capitão uruguaio Obdúlio Varela encheu os demais jogadores do Uruguai de coragem e o talento da dupla Ghiggia e Schiaffino decretaram a derrota da Seleção Brasileira, que ainda marcou com Friaça. Com a derrota decretada, Ghiggia disse após o jogo que somente três pessoas tinham conseguido calar o Maracanã daquela forma com um gesto, o cantor Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e ele, que marcou o gol decisivo.
Um dos últimos jogadores que ainda estava vivo era justamente Ghiggia, que faleceu no dia 15 de julho de 2015, aos 88 anos, vítima de uma parada cardíaca. O jornalista esportivo uruguaio Jorge Savia, que faleceu em 2023 aos 75 anos, costumava dizer que a vitória da Copa do Mundo de 1950 fez mal ao futebol uruguaio.
Segundo ele, o futebol uruguaio venceu aquela Copa do Mundo e depois parou no tempo, enquanto que o futebol brasileiro, que foi derrotado, viria a vencer depois cinco Copas do Mundo e foi vice-campeão em mais uma. Para muitos torcedores, esta derrota da Copa do Mundo de 1950 contra o Uruguai é muito mais dolorosa do que o 7 a 1 sofrido para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014.
Quais os ensinamentos que a derrota para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950 pode ter trazido para o futebol brasileiro na sua opinião?









