Um ‘problema’ chamado Galoppo

Desde que chegou para comandar o São Paulo, o técnico argentino Luís Zubeldía tem lidado com a insatisfação do meia argentino Galoppo, que atuou apenas em 27 jogos e marcou um gol desde que chegou ao clube. O próprio jogador revelou que conversou com o técnico e ouviu de Zubeldía que a decisão de continuar no São Paulo seria do próprio Galoppo.

O técnico argentino Luís Zubeldía (foto: otvfoco.com.br) tem escalado o meia argentino Galoppo em poucos jogos

Desde que chegou ao São Paulo, Galoppo já recebeu uma proposta do Boca Júniors para voltar à Argentina, mas ela foi recusada pelo próprio jogador. Recentemente, o River Plate propôs uma troca de Galoppo pelo lateral-esquerdo Enzo Díaz, mas o time argentino não fez uma proposta oficial ao São Paulo.

Fora os dois times argentinos, outra equipe que manifestou interesse em Galoppo foi a Fiorentina da Itália. Por enquanto, o time italiano fez apenas uma sondagem, mas pode fazer uma proposta oficial em janeiro do ano que vem.

Mesmo com essa situação de atuar em poucos jogos, Galoppo se diz feliz no São Paulo, ainda que a situação dele não esteja da forma como o próprio jogador gostaria. Da parte de Zubeldía, o técnico argentino cobra que Galoppo tem que jogar melhor nas chances que tiver, para ter mais chances de jogar mais vezes.

Qual seria a melhor opção para Galoppo na sua opinião?

Futebol também é coisa de mulher

Em janeiro deste ano, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, organizou uma entrevista coletiva apenas com jornalistas esportivas mulheres. Quando perguntada sobre a iniciativa, ela rebateu que os homens costumam falar que em geral as mulheres é que são histéricas.

Leila Pereira conversa com o técnico Abel Ferreira (foto: lance.com.br) durante o treino do Palmeiras

Mesmo com essa iniciativa inédita, Leila Pereira admite que se sente muito sozinha por ser, até agora, a única mulher a presidir um time de futebol no Brasil. Ela ainda comenta que não quer que as mulheres tenham algum tipo de privilégio, mas apenas que possam ter a oportunidade de mostrar que são capazes.

Em agosto deste ano, o técnico Abel Ferreira deu uma resposta infeliz para a jornalista Alinne Fanelli, da Rádio BandNews FM, ao dizer que só devia satisfações para a esposa dele, para a própria mãe e também para a presidente Leila, quando perguntado sobre a lesão que o lateral-direito Mayke teve. Depois da repercussão negativa, Abel Ferreira disse que a declaração tinha sido “infeliz” e que o mal entendido tinha sido esclarecido quando ele procurou a própria repórter para falar com ela.

Se Leila Pereira é a única presidente de um clube no Brasil, Michelle Ramalho, que atualmente ocupa a presidência da Federação Paraibana de Futebol, é também a única a ocupar o cargo mais alto em uma federação estadual de futebol. Da mesma forma que Leila, Michelle também defende que, independente de ser mulher, a pessoa deve se mostrar capaz de assumir alguma função dentro do futebol.

Quais as formas que as mulheres podem passar a assumir cargos de liderança dentro do futebol na sua opinião?

E o Kral (Rei, em turco) Arthur deseja boa sorte ao Özel Olan (o especial, também em turco) Mourinho

Em 2006, logo depois da Copa do Mundo, disputada na Alemanha, o ídolo brasileiro Zico deixou o comando da Seleção Japonesa para assumir o Fenerbahçe, da Turquia. Isso permitiu ao então técnico brasileiro (que atualmente é diretor técnico do Kashima Antlers, do Japão, desde 2018) participar do encontro de técnicos promovido pela Uefa e encontrar vários treinadores europeus, entre eles, o português José Mourinho, que na época comandava o Chelsea, da Inglaterra, onde era conhecido pelo apelido de Special One (O especial), que ele mesmo se deu e os jornalistas europeus aceitaram. Depois de 17 anos, agora será a vez do técnico português assumir o comando do time turco.

O técnico português José Mourinho, que em 2007 treinava o Chelsea, da Inglaterra, posa para uma foto ao lado do ídolo ex-jogador brasileiro Zico (foto: globoesporte.com), que na época comandava o Fenerbahçe, da Turquia

Mourinho chega ao time de Istambul com o título da Conference League, conquistado com a Roma na temporada 21-22 e se torna o terceiro técnico português a assumir o comando do Fenerbahçe em anos recentes, depois de Jorge Jesus (que atualmente comanda o Al Hilal, da Arábia Saudita) e Vítor Pereira (que dirige o Al Shabab, também da Arábia Saudita, desde fevereiro de 2024). Enquanto Vítor Pereira não conquistou nenhum título no período que foi técnico do Fenerbahçe, Jorge Jesus conseguiu vencer a Copa da Turquia na temporada 22-23, quando o time do Canários Amarelos de Istambul fez 2 a 0 na final contra o Istambul Basaksehir, com dois gols do centroavante belga Batshuayi.

Mourinho assinou um contrato de dois anos com o Fenerbahçe e vai receber 10 milhões de euros (R$ 57 milhões) por temporada, o que significa um salário de cerca de 830 mil euros por mês. No clube turco, o Special One vai reencontrar Dzeko, quem treinou brevemente na Roma antes de o centroavante bósnio ir para a Inter de Milão.

Outros destaques do time, além de Dzeko e Batshuayi, são o meia-atacante sérvio Tadic e o meia atacante polonês Szymański. Nesta temporada, além do Campeonato Turco e da Copa da Turquia, o Fenerbahçe disputará a Champions League, em que está classificado para a segunda fase eliminatória da fase prévia da fase de grupos do torneio. O adversário do time turco será o Lugano, da Suíça, que é dirigido pelo suíço Mattia Croci-Torti tem como destaques da equipe o zagueiro argentino Valenzuela e o ponta argentino Aliseda.

Quais os títulos que José Mourinho conquistará nesta temporada pela equipe turca na sua opinião?

Do céu ao inferno em 90 minutos

O técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, costuma dizer que quando se ganha não está tudo certo e também quando se perde não está tudo tão errado assim. De uma forma bastante apressada, logo após a derrota nos pênaltis diante do Uruguai na Copa América, disputada nos Estados Unidos, vários jornalistas esportivos brasileiros, entre eles Fábio Sormani, classificaram a geração de jogadores atual como “a pior da história”.

O goleiro uruguaio Rochet (foto: msn.com) defende a cobrança de pênalti do zagueiro brasileiro Éder Militão na Copa América

Depois de empatar em 0 a 0, a disputa da vaga nas semifinais foi decidida nos pênaltis e o Uruguai eliminou o Brasil ao vencer a disputa por 4 a 2. Como normalmente acontece, os jornalistas esportivos brasileiros elegeram o zagueiro Éder Militão (que teve a cobrança defendida por Rochet, ao chutar em cima do goleiro uruguaio) e o volante Douglas Luiz (que chutou no cantinho da trave defendida pelo goleiro uruguaio), que erraram as cobranças, como os ‘vilões’ da eliminação brasileira.

O goleiro Alisson poderia ser apontado como o ‘herói’, por ter defendido a cobrança de Giménez, mas isso não foi suficiente para evitar a eliminação da Seleção Brasileira do torneio continental. Depois de vencer o Brasil, o Uruguai foi eliminado pela Colômbia, que venceu o jogo por 1 a 0, com o gol marcado pelo volante Lerma.

Na outra semifinal, a Argentina venceu o surpreendente Canadá por 2 a 0, com os gols marcados por Messi e Julián Álvarez. Com isso, Canadá e Uruguai decidem o 3o lugar em Charlotte, no dia 13 de julho enquanto que Argentina e Colômbia disputam o título do torneio em Miami, no dia seguinte.

Quais as principais lições que a Seleção Brasileira pode tirar da derrota para o Uruguai na sua opinião?

Tempero estrangeiro

O fato do técnico português Jorge Jesus (que atualmente comanda o Al Hilal da Arábia Saudita desde 2023) ter vencido o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores em 2019 trouxe para a discussão a vinda dos técnicos estrangeiros para o Brasil. Logo depois dele, o time rubro-negro resolveu apostar no espanhol Domènec Torrent (que hoje comanda o Atlético San Luís, do México, depois de passar pelo Flamengo e o Galatasaray da Turquia), que não obteve bons resultados, e depois o rubro-negro carioca passou a ser dirigido por Rogério Ceni, que até foi campeão brasileiro em 2020 e carioca no ano seguinte, apesar de ser bastante criticado pelos torcedores rubro-negros.

O técnico português Jorge Jesus (foto: esporte.r7.com) foi campeão do Campeonato Brasileiro e da Taça Libertadores ao dirigir o Flamengo em 2019

Depois de passar pelo rubro-negro carioca, Rogério Ceni retornou ao São Paulo, onde ficou entre 2021 e o ano passado, até assumir o comando do Bahia neste ano. Rival do Flamengo, o Vasco também embarcou na onda dos técnicos estrangeiros e teve o português Sá Pinto e depois de algum tempo o argentino Ramón Díaz, até voltar a ser comandado recentemente por outro técnico português, que é Álvaro Pacheco, mais um a deixar o comando do time cruzmaltino, que atualmente está sem técnico.

O Internacional também tem um técnico estrangeiro, o argentino Eduardo Coudet, que também passou recentemente pelo Celta de Vigo, da Espanha, e o Atlético Mineiro. Por sinal, o Galo mineiro teve o argentino Jorge Sampaoli em anos recentes (que atualmente está sem clube) e hoje é comandado por mais um argentino, o ex-zagueiro Gabriel Milito, que veio do Argentinos Juniors, da Argentina.

No futebol paulista, o Palmeiras continua sob o comando do português Abel Ferreira, enquanto que o rival Corinthians foi treinado por Vitor Pereira, que também passou pelo Flamengo e hoje dirige o Al Shabab, da Arábia Saudita. O São Paulo atualmente é comandado pelo argentino Luís Zubeldía, mas em 2021 também foi dirigido por um curto período pelo argentino Crespo, que até foi campeão paulista em 2021, mas não resistiu aos maus resultados e depois passou pelo Al Duhail, do Qatar, até ser contratado pelo Al Ain, dos Emirados Árabes, no ano passado, que é o time que ele comanda atualmente.

Quais as contribuições que os técnicos estrangeiros podem trazer para o futebol brasileiro na sua opinião?