Um torneio com a cara do Brasil

Com os jogos de ida da Copa do Brasil já encerrados, agora os times na disputa do torneio voltam a jogar entre si nas partidas de volta, que serão realizadas nos dias 6 e 7 de agosto. Para muitos, a Copa do Brasil é apontada como a competição mais democrática do país, por reunir times de todos os estados brasileiros.

O meia argentino Garro (foto: ge.globo.com) reclama com o árbitro Wilton Pereira Sampaio durante o clássico entre Corinthians e Palmeiras, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil

Nos jogos de ida, o São Paulo venceu o Athletico Paranaense em casa, o Flamengo foi derrotado em casa pelo Atlético Mineiro, o Bahia ganhou do Retrô em casa, o Internacional perdeu em casa para o Fluminense, Cruzeiro e CRB empataram em Minas Gerais, Vasco e CSA também empataram em Alagoas, o Botafogo venceu o RB Bragantino no Rio de Janeiro e o Corinthians ganhou do rival Palmeiras também em casa, na capital paulista. Nas partidas de volta, o São Paulo visitará o Athletico Paranaense, o Atlético Mineiro receberá o Flamengo, o Retrô receberá o Bahia em Pernambuco, o Fluminense receberá o Internacional no Rio de Janeiro, o Cruzeiro visita o CRB em Alagoas, o CSA visita o Vasco no Rio de Janeiro, o RB Bragantino recebe o Botafogo e o Corinthians visita o rival Palmeiras.

Deste clássico entre Corinthians e Palmeiras, dois lances polêmicos marcaram o jogo de ida, um pênalti do zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, no atacante Memphis, do Corinthians, e um gol anulado do meia Maurício, que faria com que o Palmeiras empatasse o jogo. Por ter vencido a partida de ida por 1 a 0, o Corinthians precisa de um empate para avançar, enquanto que o Palmeiras precisa vencer por dois gols de diferença para avançar sem a necessidade da disputa de pênaltis, que pode acontecer se o time alviverde ganhar pelo placar mínimo de 1 a 0.

Pelo lado do Palmeiras, o time enviou um ofício para a CBF em que cobra explicações da atuação do árbitro Wilton Pereira Sampaio, que, segundo os dirigentes do time alviverde, teve uma atuação que prejudicou o Palmeiras. Já pelo lado do Corinthians, o técnico Dorival Júnior cita que as polêmicas do atacante Memphis atrapalharam a concentração do time e isso gerou um desgaste mental na equipe.

Qual dos times visitantes tem mais condições de surpreender a equipe mandante no segundo jogo das oitavas de final da Copa do Brasil na sua opinião?

Um árbitro gaúcho na Copa do Mundo

Muito antes de Carlos Eugênio Simon apitar as Copas do Mundo de 2002 (Coreia do Sul e Japão), 2006 (Alemanha) e 2010 (África do Sul), outro árbitro do Rio Grande do Sul já tinha tido a experiência nos anos 90, Renato Marsiglia, que esteve presente na Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos. Para chegar ao Mundial, ele ganhou a disputa da indicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com o mineiro Márcio Rezende de Freitas, que, posteriormente, foi o indicado brasileiro para ser árbitro na Copa do Mundo de 1998, realizada na França.

O árbitro brasileiro Renato Marsiglia (foto: globoplay.globo.com) mostra o cartão amarelo para o volante holandês Wouters, no jogo diante da Bélgica, válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 1994, que foi disputado em Orlando

O primeiro jogo apitado por Renato Marsiglia na Copa do Mundo de 94 foi a partida entre Bélgica e Holanda (Países Baixos), disputado na cidade de Orlando, durante a primeira fase do torneio. Embora tenha sido duramente criticado pelos jogadores dos dois países, especialmente pelo cartão amarelo que deu ao volante holandês Wouters nos primeiros minutos de jogo, Marsiglia minimizou as críticas ao dizer que não entendia holandês ou francês.

Mesmo com essas críticas, o então árbitro gaúcho foi mais uma vez escalado pela Fifa para apitar uma partida daquela Copa do Mundo. O jogo em questão que Marsiglia iria apitar seria entre Suécia e Arábia Saudita, marcado para ser disputado em Dallas, e que era válido pelas oitavas de final do torneio. Diferentemente da primeira partida em que apitou, desta vez, o árbitro gaúcho não teve maiores críticas das duas seleções, inclusive teve um episódio inusitado em que conversou com os capitães das duas seleções em português, porque o sueco Thern atuava naquela época pelo Benfica de Portugal e o saudita Al-Jawad era então casado com uma brasileira de Minas Gerais.

Essa experiência de Marsiglia na Copa do Mundo de 94 o levou a escrever o livro ‘Por dentro da Copa’, publicado pela editora ‘Tchê’, em que ele narra os segredos e vivências que teve durante o torneio disputado nos Estados Unidos. O árbitro brasileiro a ser escolhido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para a disputa da Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre os meses de junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá, deve ter o nome divulgado pela CBF nos primeiros meses do ano em que o Mundial será disputado. Depois disso, os representantes brasileiros de arbitragem devem passar pelos testes físicos e os treinamentos técnicos obrigatórios que são realizados antes do início do torneio.

Qual deveria ser o árbitro brasileiro que representaria o país na Copa do Mundo de 2026 na sua opinião?